domingo, dezembro 31, 2006

FELIZ ANO NOVO!!! weeeeee****

grita muito alto
salta ainda mais alto
canta baixinho
corre de um lado para o outro
brinca aqui e ali com ela e com o outro
olha-me e -te
abraça-te e a mim
puxa e empurra-nos
bebe e come o que houver naquela mesa
dança toda a noite

... vamos receber o novo ano no nosso melhor!!!

31 de Dezembro de 2006

Curioso ou nem tanto, custa-me a adormecer neste dia que é o último de 2006. Apetece-me fazer coisas e dizer outras tantas, mas não há o que fazer e nada em concreto para dizer...

Tendo em conta a data, poderia fazer um balanço de todo este ano que nos deixa devagarinho, no entanto, foge-me a vontade de traduzir por palavras os últimos 364 dias marcados no meu calendário do quarto...

Além dos dias do ano, as paredes deste meu cantinho da casa, marcam e guardam outras tantas coisas... Haverá alguém que me conheça tão bem como elas? Desconfio que não, o que me deixa tranquila, pois o meu Eu está salvaguardado no seu silêncio eterno.

Sim é uma noite estranha, com direito a arrepios, não só do frio que se cola no meu nariz, mas pelo trocar do calendário que há pouco falei...

E agora apetece-me rir! porque tudo isto e mais isto, são afinal, vestígios de uma adolescência que demora a passar.

Já agora...

** BOM ANO DE 2007 **

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Veio tarde, mas chegou!...

... a foto do Jantar de Natal!!!

Como podem reparar, eu nunca estou nas fotografias, pelo que me vejo sempre forçada a recorrer a outros meios para me 'adicionar' à FAMÍLIA! [=D]

Só para que conste, os nomes das ilustres presentes no dito jantar são os seguintes:
(começando pela esquera)

Beldade nº 1 -> Dii
Beldade nº 2 -> Ana
Beldade nº3 -> Rii
Beldade nº 4 -> Joana
The ghost, mas não por isso menos bela -> Tii

domingo, dezembro 24, 2006

Serão de véspera de véspera de Natal

Existem momentos que nós fazemos de tudo para que não surjam na nossa vida, mas o curioso e fantástico do assunto é que eles acontecem e, por isso, chateiam. Aos desgraçados, restas-lhes esperar que o acontecimento passe depressa e que se apague rapidamente da memória recente, sem deixar vestígio na memória passada. Um destes momentos está agora a ser vivido por mim, portanto, considero-me uma desgraçada, como contextualizei há pouco. Sou-o e volto a reforçar a ideia, porque me sinto pessimamente por estar aqui sentada no sofá, com a mãe, a avó e a bela televisão ligada onde, um famoso cantor "super-hiper-mega" pimba, nos conta a história da sua vida que, segundo o próprio, é muito muito muito muito muito muito [acho que já chega] humilde!

AHHHHHHH!!! NÃO QUEROOOOO!!!

Mas, não posso fugir da realidade, pelo que, aqui estou eu a tentar não rir enquanto as duas Senhoras da minha família choram ao meu lado…

“Ai que lindo!”, diz uma.

“Ai ele canta tão bem!”, contempla a outra.

“Deprimente!”, resmungo eu, mas apenas em pensamento, pois não quero levar um estalo nem de um lado nem do outro.

E pronto... aqui presa ao sofá pelo tão famigerado espírito natalício, delicio-me a ver as gordas aos saltos, as magras com penteados de há cinquenta anos atrás e os maridos amuados por estarem naquele festim de senhoras histéricas. Lindo não é? Eu sei, nem precisam de se pronunciar sobre o meu grandioso serão...

No final [e ainda bem que todos os momentos maus têm um fim], uma das Senhoras perguntou-me: “o que estás tu a fazer aí agarrada ao computador? Não estás a ver o Tony???”

Como eu não minto, respondi: “N-Ã-O! Estou a exorcizar o meu desespero interior, escrevendo um pequeno texto [pensava eu que ia ficar pequeno] para o meu blog!”

“Ai é?! Então e o que estás a escrever?”

Eu não queria, mas ela perguntou e eu li-lhes este MESMO post!

(…)

Neste momento estou em período de convalescença, resultado da incompreensão da minha sinceridade, por parte da Senhora que estava sentada mais perto de mim. Assim, permaneço no sofá, não presa pelo espírito natalício, mas por uma impossibilidade física, especificamente, pelo pontapé que levei e que me inviabilisou a marcha. Deste modo, vou continuar o meu serão no sofá a passar uma pomadinha na minha perna esquerda que ganhou uma nova tonalidade - uma corzinha arroxeada -, mas agora sem cantores pimba e fãs ainda mais pimba, a atormentarem a visão e o espírito.

Moral da [LONGA] história: ainda dizem que com a idade vamos ficando mais fraquinhos?! É mentira, porque segundo o exemplo da minha avó, não se nota nada!!! Assim, não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pelas rugas, pelo cambalear, pelas eventuais bengalas, etc etc etc …

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Feliz Natal

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domingo, dezembro 17, 2006

a Ti


...assim, desta forma que como só tu sabes. =)@

domingo, dezembro 03, 2006

"abram alas" ao frioo!!!

Demorou, mas aqui está Ele! E fresquinho, no verdadeiro sentido da palavra! Chegou para reclamar o bocadinho do ano que lhe pertence. Apressou-se, porque a época natalícia já chorava baixinho as camisolas finíssimas que teimavam em não largar os corpos encalorados... Para contextualizar a sua vinda, aguardou pelas verdadeiras chuvas de Outono que, impiedosas, 'lavaram' por completo Portugal. Depois, o Frio pode finalmente mostrar o ar da sua graça e convencer-nos para o uso daqueles casacos, daquelas meias...e não só! Quantos já ligaram aquecedores, ar-condicionados e, não bastando, foram buscar aquelas mantas quentinhas, guardadas no fundo do armário? Eu fui, e com agrado! Afinal, já sentia saudades da luta travada todos os dias para manter quente a alma (ou pelo menos a ponta do nariz! Não imaginam como, nesta época do ano, me é tão difícil manter esta pequena porção do meu corpo com uma coloração mais ténue do que vermelho vivo...). E esta luta inícia-se logo pela manhã com aquele dedinho do pé fatalmente escolhido para deixar o calor quente dos lençóis e aventurar-se no ambiente gelado que aguarda o resto do corpo (Há sempre um que desempenha o papel de desgraçado...).
Quanto à minha temperatura, posso dizer-vos que estou normotérmica, ou seja, conto só com o fresquinho instalado na pontinha do meu nariz e nos meus pezinhos, o que se revela como um óptimo sinal, comparativamente, com situação vivida ao longo de todo este santo dia: mãos ligeiramente cianóticas... (estou a exagerar, mas tinha que acabar este post em grande... ou em pequeno... ou... pronto: num tamanho assim-assim, numa espécie de mais ou menos de grandeza!).

sexta-feira, dezembro 01, 2006

frases para partilhar... #1

As emoções dão cor à vida, desenham-lhe os contornos.
(in A Inteligência do Coração)

terça-feira, novembro 14, 2006

Análise e reflexão sobre: PRECISAMOS DE UM ENFERMEIRO! (roliço e bónitinho... ou não...)

Depois de muitas e muitas horas a elaborar textos reflexivos, histórias e 'etas', ou seja, historietas, o que poderia (ou podia mesmo) sair destas iluminadas cabecinhas 'era ou foi' (perdemo-nos aqui) nada mais, nada menos (eu aposto no menos!), o seguinte:

Portanto, assim e, para não repetir ‘deste modo’, achamos que e, apesar de constatarmos, consideramos que, embora desta forma, possibilite entre outros, a hegemonia e a pertinência, contudo, sobre tal, concluímos de um modo sumário, negando energicamente o ‘acerca de’. Entre estas, haveria muitos outros aspectos a partilhar convosco, todavia, e para não repetir 'no entanto', surgiu na nossa opinião (sim, porque nós opinamos muito! e com vista a (o)pinar cada vez mais) e, baseando-nos em Nós (2006), anunciamos entusiásticamente (minto, eu sei...): "temos trabalho amanhã às 9h!" (p.6969). Ainda segundo os mesmos autores (2006), referira-se que os fins-de-semana e feriados, tal como todos os outros dias que constituem o ano (são 365 não é? ou 366? ahhh são 365/366!), são momentos oportunos e deveras prazeirosos (calma namorado'S'!) para levar a cabo uma panóplia de actividades, cujo núcleo se centra essencialmente, e não fundamentalmente, em: VAMOS CONTINUAR A TRABALHAR SEMPRE EM BUSCA DAS FÉRIAS PROMETIDAS!

Desculpem... Nós não queríamos... :'( Não era mesmo a nossa intenção partilhar este sofrimento atroz que nos consome gritantemente a alma, pelo menos, não de modo tão efusivo... (consideraram efusivo?)

Texto elaborado por:
Ana Patrícia Nunes
Ana Duarte (constipada mas presente na memória, afinal ainda não estamos dementes! talvez?!)
Andreia Martins
Joana Florindo (a última, como sempre!)

terça-feira, outubro 24, 2006

Sabendo que ouvir é diferente de escutar...

"E o que é a Psiquiatria se não o dirigir da escuta para tornar possível o diálogo?"

(Júlio Machado Vaz, in "O Tempo dos Espelhos", 2006)

sábado, outubro 21, 2006

"Portugueses cada vez mais gordos..."

Então o que fazer???

Simples! Não nos limitarmos a olhar para o lado com ar de espanto e... SEGUIR O EXEMPLO! Por isso, força nos bracinhos e não se esqueçam do desodorizante*!!


*[mesmo sem a prática de exercício, os transportes tendem a ser o inferno dos odores corporais =S]

domingo, outubro 15, 2006

Alguém me disse...

...que a data que marca mais um ano de nascimento, serve também como um momento ideal para uma retrospecção do que passou e de desejar o que ainda não temos, podendo ou não traçar-se pequenas linhas orientadoras num futuro a percorrer. Mas é tão dificil. Faz-nos rir e chorar. Desistir e sonhar. Parar e correr. Amar e odiar.
Fico por aqui.

sábado, setembro 23, 2006

"Desperdícios hospitalares"

E foi na revista Premium do passado dia 22 de Setembro que dou de caras com um artigo sobre os desperdícios que existem nos hospitais. Nessa matéria falava-se do que está mal adiantando-se, também, algumas soluções opinadas por profissionais de áreas diferentes: Jacinto Oliveira (da Ordem dos Enfermeiros) João Paço (director clínico), Manuel Delgado (presidente da Associação Portuguesa de Administração Hospitalar) e Miguel Gouveia (economista da saúde). E foi uma opinião deste último, que me chamou a atenção.

Na página 53 desta públicação, Miguel Gouveia afirma que "Toda a passagem do doente pelo
hospital podería ser gerida de outra forma". Até aqui concordo, pois como defende João Paço no mesmo artigo, e a título de exemplo, existe de facto, a necessidade de eliminação de tempos entre o "levantamento de resultados de exames, os papelinhos e as chapas necessários, e a marcação de novas consultas para o médico poder analisar" (João Paço, 2006). Mas, Manuel Delgado referia-se a outro ponto: "Toda a passagem do doente pelo hospital poderia ser gerida de outra forma - não pelo médico - mas pela instituição em si, evitando casos em que o doente fica internado mais dois ou três dias à espera que o clínico regresse de férias para assinar a sua alta. Miguel Gouveia propõe, portanto, a criação de um gestor de camas que organizaria os tempos de internamento."
Engraçado, não?
À partida podería até brincar com a questão, imaginando um alguém munido de um bloquinho de notas - o profissional de Gestão de Camas - que ia de doente a doente, ou melhor, de cama a cama e dizia: "olhe desculpe mas o tempo da sua estadia terminou! Eu sei que estava a gostar destas ricas férias com tudo pago, mas há mais gente lá fora a querer usufruir deste luxo! (fazendo o exercício do Princípio da Equidade) Por isso toca a arrumar as suas coisinhas e a 'por-se na alheta'!" Mas, o assunto é bem mais preocupante do que esta graçola...
Leva-se o objectivo dos 'dinheiros' até às últimas consequências e esquecem-se do objectivo pelo qual cada um veste e investe a sua vida para cuidar o outro. Gestores hospitalares, cujas qualificações, capacidades e importância não disucuto, porque as reconheço, mas que, na minha opinião, não poderão ser os únicos a serem ouvidos e envolvidos nestas questões.

sábado, setembro 16, 2006

eternamente apaixonada

Histórias de amizade e amor fundidas. Vivências de ontem, mas não só. Felizes, mas também de ardor no coração e de borboletas no estômago. Sabem do que falo, claro! Foi bom e continua a ser óptimo sentirmo-nos apaixonados. Namorado, mas também amigos e amigas. Uma paixão que se encontra em diferentes dimensões, mas às vezes em intensidade idêntica. Óbviamente, não me refiro aos beijos na boca, mas ao toque de cumplicidade, às palavras fortes de amor e a uma enorme necessidade de 'estar com' para sermos felizes.
Eu preciso de recordar as paixões de ontem e de sentir as de hoje. Gostava de viver só para elas (e para eles também), porque tolo é aquele que pensa que não dão trabalho. Uma tolice que às vezes nos custa caro: pensem quantas paixões não vos foram 'roubadas' ao virar da esquina. =p ...Talvez não, mas o medo de as perder, dá-nos motivação para não descorar o seu cuidado. (...)

Amo poucos.
Gosto de alguns.
Admiro muitos.
Mas mesmo assim, a paixão fica guardada num lugarzinho especial... afinal, é única (na sua dimensão), secreta (se assim quisermos), solitária (muitas vezes, por medo) ou partilhada (quando mandamos para trás o receio e arriscamos na felicidade máxima), e cuja real existência só poderá ser confirmada pelo próprio (até lá, só suposições). Sim, é especial... e é minha! =)*

terça-feira, setembro 12, 2006

Lembra-te

"no teu poema existe um verso em branco"

... Nós (e eu) vemos. Imagina-te uma pedra perdida no mar, que é a vida, e repara como ficamos marcados pelos lugares onde um dia uma hora um minuto um instante, parámos. Umas boas e outras que não deixam saudade, é certo. Eu não sou tão crescida como tu (e eles também não), o que sei, admito-o, é uma migalha comparando com o que tiveste a oportinade de absorver e de seleccionar durante todos os teus anos. Mas como te disse, "no teu poema existe um verso em branco", é inegável! E enquanto não o terminares não poderás partir (em paz, se quiseres), não poderás deixar-nos a todos (e a mim) com a recordação de alguém que foi Início, Meio mas sem um Fim. Por isso vive e não te deixes ir pelas 'dores' de algumas das marcas que a toda a hora lhes contas e mostras (a mim tentas), fazendo delas o teu passado, presente e futuro.
O papel e a caneta ainda aguardam por ti naquela mesa, não te mostres indiferente, porque eles estão lá, só à tua espera. Outra coisa: pouco importa o que cada um fará com a história que foi a tua vida, pois já não tens tempo de te assegurar que todos eles a irão ler com o mesmo cuidad
o com que a escreveste. O que merece ainda a tua atenção é o teu Poema: mostra-te digna dele e será assim que serás recordada (por nós).
Eu não te quero julgar, mas a verdade, é que sinto que os últimos caminhos não têem que ser percorridos dessa forma, com tanta amargura e sofrimento, sem uma razão plausível aparente. Sim, porque os motivos que à força te (eles) arrancamos fazem parte do passado!
(...)
Mas como querias: tu és mais crescida do que eu. Só que eu tenho de falar, reclamar e dizer que não entendo!, porque eu também tenho as minhas marcas e todas elas (boas e más), julgo saber dar-lhes o devido valor, anotá-las e escrever a minha história neste fundo do mar que partilhamos. Um fundo do mar (a vida), onde nem sempre nos encontrarmos, e mesmo quando nos cruzamos, nem sempre nos vemos. Ou até, mesmo quando nos cruzamos e nos vemos, não nos entendemos, nem mesmo no Fim. *

segunda-feira, setembro 11, 2006

sabiam que... #2

... o objectivo das fardas verdes dos cirurgiões é, nada mais nada menos do que, neutralizar a cor vermelha do sangue???

Esta explicação vem descrita na revista do Correio da Manhã de sábado (p. 16), intitulada: "Uma questão de cor", destaque que de seguida transcrevo:

"Um carniceiro que acaba de esquartejar uma vaca. Seria mais ou menos esta a imagem que teríamos de um cirurgião ao sair de uma mesa de operações, se vestisse uma bata branca em vez de uma verde. Imagine o efeito que teria sobre os familiares do paciente e os outros enfermos... A preferência pelo tom verde faz-nos recuar aos tempos da II Guerra Mundial. Em 1941, um médico cujo o nome não ficou para a história, decidiu reuzir esse impacto terrivel sobre os seus companheiros, confeccionando uma bata com efeito corrector das tonalidades. Elegeu assim o verde, que neutraliza a cor vermelha do sangue, convertendo-o em manchas escuras indeterminadas, muito mais fáceis de suportar visualmente. Para além disso, esta cor permite descansar mais a vista. No final da Guerra, o novo modelo foi adopado pela comunidade médica. Prevaleceu assim o verde, apesar de uma variante mais clara do que a original usada durante os confrontos."

sábado, setembro 09, 2006

words #1

"os problemas são oportunidades vestidas com roupas de trabalho"
Einstein

domingo, setembro 03, 2006

lua

Quando te ris e te escondes na lua que entra na minha que é a tua janela foges do mundo que te persegue para te pedir um sorriso que não se vê e ninguem toca excepto eu por falta de coragem que é pedir isso e só isso numa noite onde os barulhos se calam a cada passo que damos naquela rua estreita que elegemos para ser nossa sem motivo aparente apenas porque na minha e na tua cabeça podia ser dos dois assim como os velhos que envelhecem nas suas janelas a verem os pequenos correrem lá em baixo ignorando o chamar das mães desesperadas às janelas mas também às portas a quererem ir para 'dentro' ver a maratona de novelas que todas as noites correm na televisão que por isso mesmo é justamente do povo e para o povo e que a mim e a ela desilude é por isso que estamos agora aqui os dois sentados neste degrau desta casa com velhos crianças e mães na janela na rua na porta a ver televisão estamos sentados a imaginar na nossa cabeça que tudo isto é só meu e teu assim como o teu sorriso é só meu e teu assim como este momento é só nosso e te permite chorar o mundo que te magoa e ao qual não gostas de sorrir por isso chora comigo que em breve sorriremos juntos. eu estou aqui.

sábado, setembro 02, 2006

algumas fotos... As publicáveis! =p

as meninas


a Riiiiiii e eu


os três lindões


Eu e o pimo Nuno



o pimo Bruno, o meu gajo BOM e EU [a BOA, neste caso!]

sábado, agosto 26, 2006

sabiam que... #1

... a imagem da capa - a de um Nautilus - do Código Deontológico do Enfermeiro (2005) foi aí colocada por um motivo concreto? Pois é! Esta figura apareceu pela primeira vez no V Seminário de Ética de Enfermagem (2004) e, posteriormente, na Revista da Ordem (ed. Dezembro de 2004) onde foram publicados os textos decorrentes desse mesmo Seminário. Após ter consultado a revista, considerei o seguinte excerto representativo do motivo pelo qual foi adoptado o Nautilius como imagem do cartaz e posteriormente do Código Deontológico do Enfermeiro (2005):


"No fundo do cartaz, está uma concha Nautilus... Na verdade, encontramos conchas em todos os ambientes (florestas, rios, lagos), de todas as formas, nas artes, assim como estilizadas em muitos símbolos. A concha do Nautilus, para além de ter dado nome ao submarino das "Vinte mil léguas submarinas", de Júlio Verne, terá provocado algumas noites de insónia a Einstein, pois nesta concha existe mais do que parece... Salientaria três coisas: (1) o crescimento em espiral logarítmica, ou seja, conforme o nautilus vai crescendo, passa de uma câmara para outra, mas de forma isométrica – ou seja, as câmaras aumentam de tamanho, mantendo a forma invariável. Portanto, o nautilus constrói a sua casa e, à medida que cresce, vai construindo um novo compartimento. Este aumento das câmaras é proporcional ao raio da concha, numa espiral logarítmica, pois cada compartimento é maior que o anterior, numa mesma proporção, que é de oito. A espiral logarítmica que rege o crescimento da concha é a mesma que Descartes demonstrou em 1638, dizendo ter encontrado o modelo de crescimento contínuo sem modificação de estrutura; (2) o nautilus é o único cefalópode com concha externa, apesar de ser da família dos cefalópodes (como o polvo ou a lula), e, nisto, constitui uma excepção na família; (3) a concha, em forma de espiral, tem várias câmaras que estão separadas por uma espécie de tabique, mas que comunicam entre si, por meio de um canal, o que permite o controlo da pressão no interior da concha e de um mecanismo de flutuação. Portanto, dirigir-se e manter a estabilidade."

consequências das férias:

engordei 1,3kg !!! buáááááááá...!!

sexta-feira, agosto 25, 2006



Depois de umas férias recheadas de tanta coisa e outra tanta que não se repara quando estamos muito bem acompanhados, aqui estou eu de novo, agora, só para dizer que cheguei. A verdade é que nem disse que tinha partido, achei que a minha ausência serveria de aviso, uma ausência que data de alguns meses atrás, mas isso é também notícia velha... Gostava de voltar e ter coisas novas para contar (até tenho), gostava de chegar e encontrar tudo novo, mas são as cansadas paredes do meu quarto que me recebem (afinal, não tiraram uns 'diazinhos' para descansar...) As mesmas fotos coladas na parede, os mesmos cd's, a mesma cama, os mesmos lençois, só o cheiro que entra pelas narinas está ligeiramente diferente. Normal, a casa esteve fechada durante algum tempo. É verdade, o entusiasmo das férias dos dias diferentes, está agora a desvanecer-se no corpo e consigo sentir. Apercebemo-nos que as manhãs de praia ou piscina, são substituídas por um repouso forçado no sofá com a televisão ligada e comando na mão, procurando entreter o tempo que corre no relógio. Dias. Mas vamos lá à praia, tenho que justificar o facto de (ainda) estar de férias.

domingo, julho 30, 2006

e agora?


Onde acabou se escondeu o sentimento que me ajudaste a descobrir, quando os teus olhos se cruzaram com os meus, naquela noite de fumo, onde só se via o necessário, o que tinha que ser visto. Ambiente de música, álcool, corpos quentes, movimentos sedutores. Encontrámo-nos, apaixonámo-nos, desejámo-nos, casámo-nos e agora? A culpa terá sido nossa. Injusta seria, se só a ti delega-se este fundo, este ardor que consome o meu coração por te ter perdido a ti e aos castelos e princesas que construímos no nosso imaginário durante aqueles dias que sentíamos curtos, tamanha era a vontade e o desejo de nunca adormecer, de nunca te perder de vista, de nunca te deixar de sentir. Fazias-me bem, sempre te disse. Hoje fazes-me falta. Não vivo sem a tua indiferença que nos separa até na cama que partilhamos à falta de alternativas. Não queríamos, não estava planeado, nem previsto nos nossos piores pesadelos, mas aqui estamos nós, de cabeça baixa, a comer frente a frente, a menos de um metro de distância, mudos de palavras e até de sentimentos. Encontrámo-nos, apaixonámo-nos, desejámo-nos, casámo-nos e agora somos uns estranhos perfeitamente adaptados ao que outrora dissemos sem hesitação “…Não quero isto para mim. Não vou nunca viver assim. Eu sei que não és feliz, porque não te separas do pai?...” Porquê? Eu sou capaz de responder-me. Continuo assim porque acredito que o passado não seja só isso mesmo, porque me acomodei e bem, porque jurei fidelidade à estabilidade, ao normal, ao que sempre aconteceu e é. E vive-se, não acho que seja uma situação incomportável quando somos capazes de beber do passado para sobreviver no presente e ter forças para enfrentar o futuro. Quanto a ti, que comes a comida que sempre te fiz sem nada me dizeres, nem obrigada embora me possa assim sentir, continuo a querer-te ao meu lado porque dependo desta (falsa) esperança, da necessidade de chorar por nós, de viver com o que o destino me reservou. Encontrámo-nos, apaixonámo-nos, desejámo-nos, casámo-nos e agora queremos viver assim, não me condenem, nem a ele.

sábado, julho 15, 2006

"eu não penso sempre nisto... mas às vezes!..."

o que eu acho, é que antes doía mais. Antes a situação assemelhava-se a uma ferida que se ia abrindo lentamente, testando as nossas capacidades de adaptação aquela nova condição multidimensional. Eram notórias as reacções díspares que uns e outros manifestavam: com mais medo ou sem mostrarem fraqueza, tristes ou estranhamente contentes...passou-se!.. Este mal estar era ainda mais sufocante quando, através daquele espelho, víamos sorrisos, abraços, brincadeiras, choradeiras... um vida recheada de muitas coisas boas!...
Agora, encontramos vestigios de uma dor que se sentiu em tempos. Claro, que ao procurarmos no baú das memórias o que 'foi', não encontramos apenas sofrimento. Afinal, seria injusto espremer de uma fase da vida, um sumo amargo de uma fruta que julgo ter saciado tantos de nós. O que não posso negar e que, obviamente, se reflecte neste meu pensamento, é que sumo a que eu hoje tenho acesso, é o mesmo desde há muito tempo e, como a maioria dos produtos alimentares, degrada-se perde qualidade, deixando um sabor desagradavel na boca, pois, desde então, mais nenhum chegou perto, se quer, dos meus lábios.
Sem culpas, nem bodes espiatórios, afinal já não temos idade para isso, ficam só as 'dores' ou os seus vestígios e, também, a esperança que volte a nascer um outro fruto que queira ser partilhado por, e entre nós.
E sim, também concordo: houve muitas potencialidades desperdiçadas no mundo do que é e do que podia ter sido.

domingo, junho 04, 2006

sexta-feira, junho 02, 2006

Parabéns Aninhas!!


Parabéns a você [é a ti mesmo ANA]
Nesta data querida [sim! hoje não temos aulas!]
Muitas felicidades [para ti e para mim, porque não devemos olhar só para o nosso umbigo]
E muitos anos de vida [eu quero ver essas ruguinhas de "expressão", de "sorrir" de "sentir"!!!]

Hoje é dia de festa [picanha, picanha!]
Cantam as nossas almas [é mais a minha garganta]
Para menina ANA [menina?! uma cota de 20 anos!]
Uma salva de palmas [plás, plás, plás... --> não, não sou eu a bater-te ou com vontade disso]

Hoje a Ana faz anos
Ela vai ser feliz
E todos nós desejamos que ela [não*] parta o nariz!!

* eu até sou uma boa pessoa =)

quinta-feira, junho 01, 2006

AS FLORES E BOAS

(começando pela esquerda...: Dii, Tii, Rii, Joana e Ana)

E porque uma imagem vale mais do que mil palavras [e a preguiça também] achei de bom tom postar esta foto no blog, em jeito de homenagem ao ENEE (Encontro Nacional de Estudantes de Enfermagem) que decorreu entre os dias 21 e 27 de Maio na Praia da Galé (pertinho de Melides)!
Embora eu pudesse ficar calada sobre este assunto, sinto-me impedida de o fazer, tudo em nome da minha reputação e das minhas amigas e companheiras da falta-de-bronze: sim!! porque eu a Rii e a Joana estivemos exactamente as mesmas horas ao sol, embora aparente o contrário! Não julguem que ficámos nas tendas! Sabem o que vos digo?!... é que isto só vem provar que aquela história do ah e tal o sol quando nasce é para todos não é bem assim...!
Ahhhh!!! outra coisa: este ENEE conseguimos uma quantidade considerável de fotos, graças a esta coisa tão boa e fantástica das máquinas digitais, pelo que a escolha foi difícil, ficando muitas outras no baú (ou na pasta dos nossos pc's) que mereceriam igualmente destaque neste espaço blogueiro, mas foram-me feitas ameaças de morte, pelo que eu, menina mui bem mandada, acedi ao 'pedido' e coloquei apenas uma fotozita, por sinal: a mais decente!... [ui!!!]

domingo, maio 14, 2006

tá quase a acabarrrrr!!!

é o último, é o último turnooooo!
Nunca mais a vamos ver!!! Que felicidade!!!

domingo, maio 07, 2006

Dia da Mãe

com...

medo de cair: quando estou só. medo de sorrir: quando todos choram. medo de gritar: quando todos dormem. medo de fugir: quando me querem aqui. medo de mim: do que penso e do que faço. medo do amanhã: que eu não queira acordar. medo de adormecer: de acordar longe daqui. medo de estar perto demais: dói mais quando não estás.


medo que agora que as forças escasseiam, os meus medos me obriguem a um braço de ferro: quero descansar, não afugentem o meu sono.

Até amanhã.

terça-feira, maio 02, 2006

Os meus



De 'afro-girl' a 'boneca dos caracóis'! =)*

segunda-feira, maio 01, 2006

os cromos

Há uns dias reparei que em cima daquela bancada, mesmo ali no canto, estava um cromo de colecção. O tema do cromo era o Noddy, aquele bonequinho engraçado que todas as crianças hoje-em-dia admiram e cujas aventuras passam na televisão.
(Registe-se que o cromo não era meu)
Mas, não resisti e peguei-lhe. Aquela curiosidade de criança só para mexer, tocar e sentir, apoderou-se de mim e agarrei-o. "Que engraçado, há tanto tempo que não pegava num cromo de colecção..." Atrás, descolei um pouco da película protectora e: "Que cheirinho! Tem o mesmo cheiro da cola dos meus cromos. (…)"
Um autocolante e uma curiosidade sem origem fizeram-me recordar a cada inspiração daquele cheiro, sentimentos, situações do passado, coisas de quando era pequena e que estavam guardadas no meu baú das vivências. Relembro as idas às papelarias comprar mais umas carteirinhas, de pedir 5 carteiras (outras vezes contentava-me só com 3), mas recordo também aquela emoção que sentia ao abri-las: “será que tem muitos repetidos? ou será hoje que completo a minha caderneta?”.
Coleccionei imensas coisas, mas as cadernetas eram as meninas dos meus olhos. Lembro-me da caderneta da Bela e do Monstro, da Polly Pocket, do Dragon Ball, Wild Animals, Sad Sam & Honey, Gil Oceanos (Expo’98), Rei Leão, Pocahontas e outros que agora não me recordo.
Enfim… coisas de pequena! E agora, hoje e aqui: coisas de grande (ou quase).

quinta-feira, abril 20, 2006

Estou aqui!!!

Pois é isso mesmo: este blog tem estado muito parado... E isso deve-se única e exclusivamente à minha falta de paciência para escrever uma letrita que seja aqui ou onde quer que seja... Não é pelo nickname ou mesmo pela password que é necessária introduzir antes de acedermos ao blog, porque até essas estão memorizadas para que não me dêem trabalho desnecessário, é mesmo por não ter nada de importante para escrever, por não encontrar nada que me atraia para tecer algumas palavras sobre o assunto... Enfim, pode-se considerar que não estou numa fase de grande produção literária! (Pronto agora já deu para me rir, porque soou muito bem, muito importante e tal!...)
Não pensem que por eu estar agora aqui tenha alguma coisa de interessante para escrever, porque não tenho mesmo. Apenas ousei postar qualquer coisa porque descobri que sou uma mulher de paixões efémeras. Não que só o tenha percebido agora, mas porque mais do que nunca vejo que esta minha característica marcada em cada gesto que tomo, a cada conversa que tenho, em cada coisa que penso... Se não vejamos: lembram-se da minha paixão pela aquariofilia? Eu bem montei o aquário, comprei vários produtos para manter o tanque habitável, comprei peixinhos, fiz isto e aquilo... e agora? Agora está praticamente ao abandono! Tudo porque não consigo arranjar motivação para continuar a dedicar-me ao assunto. Mas o aquário é só um exemplo, reparem neste ainda mais ridículo: quem é que começa a ler um livro e achando-o fantástico, devora-o como se não houvesse amanhã até (e notem só) ao penúltimo capitulo? Eu! É verdade... é como se eu perdesse subitamente a curiosidade de saber como continua e termina a história... É triste eu sei...
Assim, chego à conclusão que sou pessoa de cansaço fácil, que me entrego às coisas com a maior motivação e vontade possíveis e depois, ao começar a encarar tudo como uma obrigação da qual não retiro qualquer tipo prazer, paro, abandono, ignoro, esqueço...!
Mas eu não quero que isto aconteça com o meu blog e por isso vim aqui dar um sinal de vida, dizer que eu estou bem, que não parti mais nenhum osso =D e que eu volto, nem que seja devagarinho...
um beijinho*

terça-feira, março 28, 2006

50 61 72 61 20 6F 20 47 75 67 61 3A

51 75 65 72 6F 2D 74 65 20 6E 61 6D 6F 72 61 72 20 6D 75 69 74 6F 2E
41 6D 6F 2D 74 65 20 6E 6F 20 50 61 50 65 6C 20 65 20 61 6F 20 74 65 75 20 6F 75 76 69 64 6F 2C 20 6E 75 6D 20 74 6F 6D 20 62 61 69 78 69 6E 68 6F 2E 2E 2E
31 31 20 6D 65 73 65 73 20 6F 75 74 72 6F 73 20 74 61 6E 74 6F 73 20 71 75 65 20 76 69 72 61 6F 20 50 61 72 61 20 74 65 20 61 6D 61 72 2E
54 72 6F 6C 6C 6F 2D 74 65 20 62 75 65 73 21
54 69 69 2E

"Antes...

...mesmo um pouco irritada com as partidas que te fazia até me encontrares, conseguias dar-me um sorriso brilhante, assim que os nossos olhares se cruzavam no espaço. (…)"

E muitas vezes, quão grande era esse mesmo espaço. Assemelho esta capacidade de te descobrir na multidão, como uma habilidade inata que tenho (dado que não foi aprendida nem treinada) para sentir o teu chamar, mesmo que só depois de dar voltas e voltas sobre mim própria à procura de dois olhinhos semi-cerrados, te encontre finalmente. Mas acabo sempre por te 'topar', nem que seja atrás de mim quando me dás aquele abraço apertado ao mesmo tempo que dizes: “aqui”. (Sabes que muitas foram as vezes em que te encontrei algures, mas preferia ficar à espera desse abraço caloroso, que sabia que chegaria mais tarde ou mais cedo…)

Hoje, consegui pedir clemência aos pedidos ensurdecedores dos afazeres que se acumulam nesta secretária de onde te escrevo, isto porque quero dizer-te (de novo) que os sorrisos brilhantes continuam presentes em cada olhar que trocamos, a cada “olá” que dizemos, sempre que estás ou nas vezes em que te sinto. Sobre isso, nada mudou, mas percebo o que queres dizer…

Antes era só assim, agora é assim e muito mais do que isso. *

segunda-feira, março 27, 2006

V i a g e m A u t o c a r r o

Uns passavam por mim, outros empurravam-me. Tudo sem sentirem, sem verem, sem… mas eu sentia-o bem na pele, e também naqueles olhares. Queria sair dali, mas aquelas vidas aparentemente agitadas que voavam por aquele autocarro, envolviam-me na sua realidade feita também por mim. Em comum, encontro nelas o mesmo desejo e a mesma inviabilidade absoluta de o cumprir, pelo menos até à próxima paragem de destino: à minha e à delas. Mas hoje é daqueles dias em que tudo o que faz parte de mim por dentro, grita por silêncios, por nadas e por ‘ninguéns’. Sem efeito, como de costume.
Recorro à janela e perco-me no que os meus olhos se vão fixando aleatoriamente, num corre-corre de foca e torna a focar: ervinhas que crescem junto dos passeios, aquela árvore no meio daquele descampado, as marcas rodoviárias pintadas no pavimento e, por fim, os feitios divertidos das nuvens… Sim, ainda deu para sorrir por breves instantes e ficar feliz, afinal consegui sair dali, sair de mim: sair!
Mas as pessoas, sim porque hoje quero culpá-las a elas de tudo o que é mau e ruim, só me incomodavam: com o olhar, com o toque, com cheiro, com a voz, com a dor…
Finalmente sente-se a inércia que antecede mais uma paragem e um abrir das portas. O autocarro pára e saio ali. Corro para casa, porque hoje até as cócegas dos pinguinhos de chuva me irritam.
Suspiro e meto a chave à porta. Abro-a e recebo-ME de braços abertos na minha casa: “Que saudades Patrícia!...”.

domingo, março 26, 2006

Quando se cresce e se esquece

Brincadeiras inocentes, que com o tempo ganharam toques de crescidos e foi a partir desse salto para este novo mundo, que ele e ela se distanciaram. Nunca eles pensaram, que aquele rio lindíssimo que ambos adornaram com o melhor que tinham para dar, fosse desaguar numa poça de inverno.
Como era tudo tão perfeito, com tantas coisas partilhadas: gostos, curiosidades, brincadeiras, risos, sonhos. Na época que ela ainda recorda com saudade, era evidente o quão envolvidos estavam. De amigos a namorados, de brincadeiras a sonhos, tudo pensado e vivido em comum, com uma inimaginável intensidade de criança.
Recordas-te de quando aguardavamos impacientes os fins-de-semana que vinham depois dos cinco dias de escola?
Esquece: parvoíce a minha!...
Sim, sempre lhes foram garantidos os passeios, os dias de chuva em casa para brincarem, os almoços, os jantares e os lanches sempre juntos! Mas depois da sua meninice, onde o ‘tu’ e o ‘eu’ eram ‘nós’, veio a mudança: a dele e depois a dela. Ele, mais velho do que ela, precisou de espaço para crescer. Não soube conciliar a procura o novo com o velho mundo, e saíram ambos a perder. Ela, triste, deu-lhe o que ele queria e resignou-se ao vazio que se foi instalando, bem devagar, entre eles. Hoje, magoada, confessa que não dispensa essa mesma distância que ele construí-o e que lhe ensinou durante todos estes anos a manter.
Hoje quando te vejo não te
reconheço. Passou muito tempo. As conversas que tentamos ter agora, sabem-me a
muito pouco, quando não a nada. Digo tudo isto com pena, sentimento que abomino,
mas do qual não me consigo abster. Falo-te, porque sim, porque entre nós não
existem apenas duas pessoas, existe uma vida partilhada pelos nossos, onde tu e
eu não podemos fugir ou ignorar. Talvez por isso ainda te encontre. Talvez por
isso ainda te inclua no meu grupo de amigos. Ou talvez, porque eu afinal não
tenha desistido por completo, de que um dia tudo o que foi, possa ser respeitado num
presente próximo ou num futuro longínquo. Talvez, quem sabe…
Mas que fique bem claro: eu já não
luto por nada, não procuro nada em nós. Cansei-me e entreguei à vida o nosso
passado embrulhado em lágrimas que juntei e guardei (como fiz com todos os
brinquedos que me faziam lembrar de ti e de nós).
Não nego que foi bom, mas repito claramente: foi.

segunda-feira, março 06, 2006

quarta-feira, março 01, 2006

terça-feira, fevereiro 28, 2006



Parabéns avô!!! =)

Um beijinho a voar daqui de Lisboa para Aveiro!! vrummm....*

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

enquanto eu estiver aqui


prometo explicar-te o mundo. prometo tornar simples o traços confusos do que te rodeia. e conto contigo para me ajudares nesta caminhada que é só tua. por agora desbravo-te o caminho. mas deixo-te pedrinhas. deves contorná-las. cai se tiveres que cair mas fá-lo enquanto eu estiver aqui.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Saudadinhas =D


Na próxima vez que me dirigir ao nosso templo - ESEMFR - tenho que levar a máquina fotográfica: é tão bom, numa noite como esta, já na cama à espera que o sono me apanhe nas suas malhas, bisbilhotar a imensa biblioteca fotográfica e deparar-nos com uma foto que nos deixa assim, com saudade. Adoro reviver mentalmente aquelas nossas maluqueiras todas, adoro admitir que tenho saudades, adoro-vos... epah chega! Que lamexice! [mas é verdade, bolas!...]
Beijinho para o enfermeiredo =D

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

"5 palmos de gente"


Da minha janela via um jardim. As saudades ou algo mais, permitiram-me voar de novo para lá: dou por mim, novamente envolvida por aqueles cheiros, que apesar do tempo que passou, me parecem iguais. Também os risos das crianças, ecoam nos meus ouvidos, num timbre que me recorda os tempos de chucha. O baloiço que outrora me desafiara para o subir e balancear no ar, é agora pequeno demais. Corro para verificar se o vento ainda me bate na cara como antes, e bate. Riu-me para tornar tudo ainda mais real, mais perfeito, só meu.
E, assim como fui, voltei do meu sonho bem devagar, e ao abrir pausado dos meus olhos, sinto que tenho companhia: uma lágrima bem pequena a escorregar timidamente pelo canto do meu olho, reconforto-a dizendo para não recear, afinal estamos só as duas...

domingo, fevereiro 12, 2006

Amar-te-ei eternamente

O vento soprava entre as cores da montanha. Ali, tu e eu partilhámos palavras repletas de tudo o que tínhamos vivido, até nos recolhermos naquela, nesta colina. Foi aqui que decidimos recomeçar uma nova história, a última que perdurará no tempo.
Lembras-te quando eu te disse um dia que farias de mim o homem mais feliz do mundo se um dia fosses minha? …Foi quando casámos. Apesar de ter sido a festa mais bela a que assisti até hoje, só agora posso gritar bem alto a minha felicidade: aqui eu serei eternamente teu e tu eternamente minha. Mais do que isso: tenho-te só para mim e tu, poderás contar com todo o meu tempo para te amar. Eu sei que sempre fomos um do outro, é verdade, mas também não é mentira que nos tivemos de partilhar com tantos outros que encontrámos por aí.
Agora velhos e aqui neste nosso canto que ambos escolhemos, contamos apenas um com o outro, mas também com todas as coisas que compõe este quadro: árvores, pedras, céu, sol, estrelas. Confesso-te que lhes abri uma excepção, e a essas ‘coisas’ eu prometi partilhar-te. O acordo é simples: elas asseguram-se da beleza da paisagem e do resto dos dias em que aqui nos amarmos, enquanto que eu, apenas lhes cedo as tuas doces palavras proferidas pelo deslumbramento de quando te deparas com a beleza deste mundo criado e desejado por nós.
Sim minha querida, agora tudo é e será diferente. E hoje, e só hoje, te garanto a realização de todos os meus sonhos de uma vida, onde tu tens lugar de rainha, onde só contigo tudo fez e fará sentido. Amo-te.

PS: Querida, sinto a tua falta: custa-me a cama vazia do teu calor, do teu cheiro, do teu amor… Saudades.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

[____]

Ando sem assunto... até me faz lembrar a última Sessão de Análises Práticas que decorreu no HSFX... mas ali a questão nem era bem a falta de assunto, mas a falta de paciência para discutir um tema que fosse, com alguém que nos faz entrar em sudorese profusa ao fim de 2/3 minutos de [des]conversa!
Bem sei que a esta hora deveria estar a dormir, mas o João Pestana hoje deve estar zangado comigo, pelo que conto só com a companhia do meu cansaço. Esse sim!, veio para ficar aqui bem sentadinho do meu lado [ou mesmo em cima de mim].
...Pois eu sei que podia... mas estou com tanta falta de vontadinha para fazer os 'belos' dos diários...! Pronto, pronto eu vou esforçar-me um bocadinho!... Também há que pensar que o nosso Rucho nada tem para fazer, de modo que se eu não arranjo qualquer coisinha para o entreter ele começa logo a bater mal: "Patrícia os diários? Quero os seus diários!!!" Eu- "Está bem, está bem!... Mas que culpa eu tenho de hoje não ter comprado o seu 24horas???"
E lá vou eu para o meu castigo: vou contrariada, mas vou!...
:)* Boa noite.

sábado, fevereiro 04, 2006

Plágio - Maria Vasconcelos

Talvez um dia se acabe,

Esta loucura que arde e faz arder loucamente

Um dia por acabar

Talvez um dia se vá a doce melancolia,

Eterna terna magia de um beijo por esperar.

Talvez um dia, porém, até que a morte separe,

Juro verso que roubei.

Que a chama dure e perdure, na verdade que sonhei

E o sonho acorde se cure da noite em que te encontrei.



Olho-te, quero-te, tenho-te, amo-te.


Enrolo-te, devoro-te, juro-te, adoro-te.


Jogo-te, ganho-te, ganho-te, exploro-te.


Jogo-te, perco-te, perco-te, choro-te.

domingo, janeiro 22, 2006

paixão e desejo


Olharam-se e assim começou uma história que de tão fugaz e intensa quase se conta em duas palavras: desejo e paixão… O amor não o consigo colocar aqui, tentei, mas fazê-lo seria ferir a sua alma.

Desde aquele dia, sempre que se viam, trocavam olhares derretidos, risos contagiantes, palavras de amizade e, posteriormente, de algo mais, numa cumplicidade que crescia e que ofuscava a razão e tudo o que o prendia às leis do bom senso. Sim, ele cegava a uma velocidade de criança dominada pelas promessas de doces a toda hora. Cegava e ensurdecia como nunca, ou melhor, como sempre, não é?

A cada passo dado, sentia o medo invadir-lhe o corpo e o pensamento, mas nunca o comportamento. Que firmeza, não?! A rapidez do envolvimento assustava-o, e a mim também… Foi confessado o quão insuportável era o peso desse medo, e daí a necessidade de o ter de partilhar com quem o ouvisse. E deram-lhe conselhos, muitos até! Disseram-lhe isto e aquilo: alguma vez pensaste na fiabilidade de cada palavra que te foi dita? Não, eu sei a resposta. Escapa-me no meu raciocinio, que amigos são esses afinal, que dizem saber tudo sobre coisa alguma?! Que audácia a deles em te apresentarem soluções, em te afirmarem barbaridades que, eu sei, aos teus olhos até faziam sentido, tal era o novelo de sentimentos em que estavas enrolado…

E ela acabou por te encostar à parede. Conseguiste fugir da primeira investida, mas não da segunda: que noite de loucura e prazer, que momento tão cheio do que nunca tiveste. Nunca, aquelas palavras dos que procuraste e ouviste, fizeram tanto sentido para ti, agradeceste-lhes ainda, enquanto predurava essa eufuria que te invadia o corpo. Foste corajoso e mantiveste em lugar escuro, o arrependimento... Mas era inevitável que ele viesse à superfície dar conta da sua existência, atendentdo ao desfecho desta história que comecei por caracterizar como intensa e fugaz. Ela fugiu-te e deixou-te só, no mesmo novelo onde te tinha ajudado a envolver até ficares preso, sem saída, pelo menos, por uma noite.

Foste presa fácil, mas não o tomes como uma crítica, é apenas uma justificação para o vazio que ficou dentro de ti, quando se desvaneceram no tempo as muitas promessas que ela te fez e em que tu acreditaste: maldita seja a inocência do Homem perdidamente apaixonado! E então aquela inesquecível noite que reflectia no teu rosto um sorriso invejável, deu lugar aos longos dias onde o choro vinha e ficava, às incertezas, ao desespero de ter sido ‘roubado’, à dor da paixão enganada, ao desejo de querer voltar a trás, à incredibilidade e aos porquês de ter acontecido assim e não de outra forma qualquer… Depois foi ver calarem-se os que tinham opinado certezas e perceber que quem procuravas agora eram os que menos querias ouvir antes…

Mas porque a razão está em lado nenhum, não tenho pretensões a tê-la do meu, nem tão pouco ouso em julgar quem quer que seja. Falo apenas do que me contaram, descrevo apenas como o senti.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Dina,

em resposta aos teus últimos comentários dos últimos dois posts [repetitivo não?], tenho a informar-te, primeiro quanto à D. Maria, que tal senhora, ainda se encontra a meu cuidado [coitada! lol]. Assim sendo, sinto-me à vontade para te garantir que daquela cama ainda não saiu, pelo que além de ainda não ter lido o meu post [belo post, aliás! agora para a D. Maria: Nem imagina o que está a perder!] continua sem casaco! Sim porque peles tem muitas e de GRAÇA [qual desconto de 50%...], afinal conta com 90 Primaveras em cima e feliz ou infelizmente [porque eu não quero entrar em discussões profundas sobre a beleza das rugas...] não pertence à geração dos peelings!
Pronto quanto a este assunto estamos conversadas.
Quanto ao esquema de ir para casa mais cedo! Ai desculpa, enganei-me. Reformulando: quanto ao esquema para suportar aquele cheiro de natureza nauseabunda, concordo plenamente contigo, é de facto uma excelente ideia! Aliás, vou já telefonar à Dii [que está agora a fazer tarde] para lhe dar as últimas soluções por ti apresentadas, e espero que lá para as 20h ela já esteja em casa e de preferência bem roxinha, pois isso indicará que a técnica-apneica foi realizada com sucesso!

Ai Dina Dina... :)

terça-feira, janeiro 17, 2006

A erupção do vulcão de *erda!

Confissões de uma estudante de enfermagem:



“…e quando ia para abrir a fralda ele «espeidorrosse» todo! E depois ainda se vira para mim e diz-me Ah, desculpe lá, mas era para ver se ainda saia alguma coisa e assim fazia já tudo… Ah como me apeteceu gritar: CALESSE HOMEM!!! EU NEM LHE PEDI SATISFAÇÕES!!!
Ainda agora não sei como me controlei. No meu interior borbulhavam sentimentos que se eu abrisse os meus lábios só sairia algo parecido com: seu porco nojentoooooo!!! Sabia que estamos na hora de almoço e que estão visitas lá fora???... Sabe que entre as muitas coisas que faltam neste hospital, não há Brise nem nada dessas soluções nebulizantes para aligeirar o fedor que se entranha no ar?!?! Só me apetece pôr-lhe uma rolha no cu para lhe ensinar os bons modos!!! AHHH QUE NERVOSSS!!!
Mas claro que o meu auto-controlo e paciência são conceituados, não é Tii? Por isso não disse nem fiz nada daquilo que havia ameaçado! Em vez disso eu ainda dirigi ao Sr. que momentos antes se tinha literalmente ‘cagado’ para mim (e desculpem-me o baixo nível mas não consigo arranjar palavras pomposas para descrever este episódio) as seguintes doces palavras: ah sim...esteja à vontade… (agora aqui para nós: mais cheiro menos cheiro, que diferença faz, não é?)
Estou traumatizada, Tii… não aguento tanta caca. E olhando para esta situação e outras semelhantes que me têm acontecido não sei por quanto tempo vou conseguir aguentar mudar tantas vezes de cor provocada pelos odores emitidos daquelas fraldas nojentas! Um dia ainda vou chegar a vias de facto e vomito-me mesmo para cima do doente ao mesmo tempo que ponho lá a mão para o limpar! Ai vomito, vomito!
Opah mas agora a sério, nem sabes como eu gostaria de me curar disto, mas não sei como o posso fazer!!! Snif… Talvez limpar mais cus? O que é que me dizes Tii?...”



Olha Dii eu nem sei o que te aconselhar, mas tive a pensar e acho que para COMEÇAR, no próximo turno podíamos apresentar-nos assim no serviço! Que me dizes? Posso encomendar já! Queres?

Que noite! [in estágio hospitalar]

“Patrícia, deita-te também e dorme um bocadinho…” E pronto, lá caí eu no engodo. Dormir??? Como dormir??? Estive desde as 3 da manhã até às 7 e não me lembro de ter conseguido dormir mais de 10min, que ainda por cima nem se podem dizer de qualidade!



Oh minhas caras colegas, onde têm a vossa cabeça? Vocês tencionavam mesmo ferrar o olho e dormir durante este tempo todo? (Tencionavam pois! Tanto tencionavam que dormiram profundamente! Pois, estava lá a ‘aluna’ para levantar o rabo do cadeirão sempre que fosse preciso! Suas exploradoras!!!)



Confesso que de início, até achei uma ideia muito aliciante, com aqueles cadeirões excepcionalmente confortáveis, os lençóis para aconchegar o corpito e as luzes todas apagadinhas: lindo! Pois era… muito fofo mesmo. Só que tinham-se esquecido que os monitores apitavam, que as minhas caras colegas ressonavam, que os doentes chamavam e que falavam durante o sono, sem contar com os que têm o ai ai pregado na mente e na ponta da língua (mesmo quando não há motivo aparente, apenas porque sim – deve ser para se embalarem, só pode) …!!! Entretanto ainda havia o medo que o coração daquela malta toda parasse de um momento para o outro. Sim! porque aquilo é uma unidade de cuidados semi-intensivos de patologias coronárias, onde é comum os doentes entrarem em paragem com alguma frequência! Mas esperem que ainda há mais coisas boas para podermos ter um soninho [muito pouco] descansado: os gritos de uma senhora que, coitada, queria sair dali! E como eu a compreendia. Juro-vos que estive para agarrar na senhora e bazar com ela dali, dado que era a nossa vontade, mas depois pensei: oh Ticha, depois ainda tens que passar pelos seguranças lá fora e aposto que eles iam desconfiar de levares debaixo do braço uma velhinha de 90 anos que ainda por cima estava nua! Seria qualquer coisa como:
- Enfermeira?! porque leva essa senhora que ainda por cima está... assim...a... nua?
- Esta senhora que vem comigo? Ah nós vamos as duas aos saldos! E como sabe nesta época não se aceitam trocas, por isso levo-a comigo para ela experimentar logo tudinho! Boa?


Agora para a D. Maria (nome fictício): Se por acaso estiver a ler isto (e eu tenho a certeza que sim!) fica aqui a minha promessa que quando for capaz de conter esses seus gritos histéricos do tirem-me daqui, eu levo-a comigo, para se ver livre daquelas noites infernais! Ai prometo, prometo.



Mas adivinhem!!! Aqueles 10min que referi ter dormido foram quando, foram quando? Foram imediatamente antes dos telemóveis das minhas caras colegas terem tocado com aqueles alarmes pirosos e irritantes uma e outra e outra e outra e outra vez! JIZ… que canseira!



E agora pergunto-me, não teria sido melhor a minha pessoa ter ficado de vigia a noite inteira, sem aqueles esforços sobre-humanos efectuados em vão durante horas para tentar descansar os olhinhos? Digo-vos: foi a primeira vez em que tentei dormir no turno da noite e não gostei nada (poderia dizer que era a última vez que o faria, mas isso seria imprudente, porque nunca se sabe se o nosso cansaço poderá algum dia ficar mudo a tanta barulheira).



Digamos que é a vida de enfermeira!
Mas deixemo-nos de divagações e bora lá trabalhar mais um bocadinho, agora aqui no aconchego do lar.



Já agora aproveito para fazer o que já deveria ter feito: desejar-vos a todos um bom estágio! *

segunda-feira, janeiro 16, 2006

A ti, que me conheces e não te mostras

Estava no outro dia a olhar para as paredes do meu quarto e reparei que, para além de umas rachaduras, havia uma imensidão de coisas que elas podiam contar a quem se dispusesse a ouvi-las. Pensei no quanto isso seria inquietante e de imediato, no meu quarto, deitada na minha cama, senti-me insegura e vulnerável aos caprichos de quatro muros brancos que julgava protegerem cegamente o meu canto. Foram lágrimas e sorrisos, gargalhadas e saltos, desvendei-lhes sempre tudo! Questiono-me agora como pude mostrar-lhes o fundo das minhas gavetas, como pude dar-lhes a minha alma nua? Que imaturidade a minha. Foi então que tomei atitude de crescida: tentei torná-las amigas, colocá-las do meu e só do meu lado, conquistar a sua confiança e incondicionalidade. Chantagens que se aprendem e cujos resultados não são garantidos. Daí desconhecer se consegui ou não calar as suas bocas mudas, mas o alívio conseguiu instalar-se de novo em mim, pelo menos até adormecer e sonhar novamente que neste quarto escuro onde agora viajo, não estou só, mas antes acompanhada de entidades que se camuflam por aqui e ali.

sábado, janeiro 14, 2006

'não está prescrito' é igual a 'não fazer' ?

(...)
- Porque é que não fazemos BMs? A Sra está sempre em hipogligémia é necessário vigiar não?
- Sim, mas os valores estão sempre assim, e como tem uma dextrose de 10%... Ah e os BMs nem estão prescritos, por isso nem temos nada que estar a fazê-los!
- Pois mas se a Sra morrer por hipoglicémia não será mau para a equipa de enfermagem? Eu acho que nós ainda conseguimos pensar, não?
(...)

"e as minhas coisas?"


... E às 23h ele (doente em fase terminal) confessou-me: "Enfermeira, não consigo dormir, estou preocupado, sabe? É que eu amahã vou sair do hospital e a minha patroa ainda não me trouxe a roupa."
(...)

sexta-feira, janeiro 13, 2006

Sexta-feira 13

... e ainda dizem que é dia de azar! Então não?! =D

sábado, janeiro 07, 2006

Aquele livro que guardo no meio dos meus papéis...

(…) Fizeram promessas eleitorais para subirem a um lugar, que afinal nenhum deles estava preparado para assumir. As pernas fraquejaram, mas não era hora de se renderem. Tentaram adaptar as suas novas histórias aquele jeito infantil de serem, mas a realidade dos crescidos mostrou a sua força. Agora são Homem e Mulher num mundo tão confuso quanto os sentimentos que por eles foram partilhados. Homem e Mulher que se diziam felizes mas que trouxeram sempre consigo, aquela dor fingida em palavras escritas e dizeres afónicos.
Tiveram um dia, o sonho de se tornarem cegos, surdos e mudos, a essa incomoda sensação latejante que sentiam no peito, mas a vida cansou-os... (…)

Não sei o final da história… ainda não acabei de ler o 'livro'…

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Olho-te...


...mas nem sempre te vejo. Chega a ser mais fácil sentir-te, nem que seja a tua ausência...

Para pensar….


(...)
- A que horas é que ela morreu mesmo?
- O que é que isso importa? É para veres se podias ou não ter estado lá quando ela mais precisava de ti? Queres limpar a consciência, confirmando que essa tua ausência sempre presente é por completo justificável? Queres o quê afinal? Pedir-lhe desculpas? Confessar-lhe agora que já não está mais aqui para ouvir, que gostavas muito dela e o quanto querias estar lá para lhe enxugar as últimas lágrimas que sabias que caíam sem amparo?!...
- Mas ela estava na melhor casa de repouso, com tudo do melhor...
- ..."Com tudo do melhor..."?! Afinal que sabes tu? O que foi que aprendeste todos estes anos que viveste? Os 50 anos não te bastaram para crescer, continuas sem saber onde moras e para onde vais ainda. Pior: continuas sem encontrar caminho bom, para levares os que cuidas… se é que cuidas… Sabes, fico triste por ti... mas não mando na vida de ninguém, nem tão pouco sou estrela guia de pessoa alguma... Só sei de uma coisa, quero ver obra feita quando chegar aos 50, mas não só material, vou lutar sempre pelo equilíbrio: pelo meu e também dos que amo …
Acorda agora que ainda vais a tempo de abrir a janela e deixar entrar o sol que ainda brilha lá fora.
(...)

domingo, janeiro 01, 2006

primeiro 'primeiro post'...

Sim, é a primeira vez neste ano que nos encontramos aqui de na blogosfera... e sim, é o meu primeiro ‘primeiro post' e não sei o que vos escrever...

... Talvez encher chouriços: ontem à noite estive no Parque das Nações onde anunciavam a maior torre de fogo do mundo, mas na verdade foi uma ‘foleirada’ de pequenos fios de fogo, nada de muito espectacular, opinião partilhada e demonstrada pelos muitos assobios que se ouviram à minha volta, enfim... Além de mais uma lição, onde o ditado popular "nem tudo o que luz é ouro" se aplica perfeitamente, aprendi que a meia-noite não é à mesma hora em todo o país! Eu sempre pensei que partilhávamos, neste nosso cantinho, o mesmo fuso horário, mas NÃO: Almada está um bocadinho mais adiantada relativamente a Lisboa [ou Lisboa mais atrasada... :p]! O que nem é mau de todo, reparem que para quem mora na Margem Sul é muito bom, dado que fica com mais uns minutos para chegar ao emprego ou à escola! [Pormenores.] Depois de um fogo de artifício que deixou muito a desejar [“mas o que importa é que tenha sido durante 10minutos!” Eu não concordo. Sou mais apologista da qualidade, mas…], uma fila enorme para sair do Parque! Até foi engraçado porque deu para ver a como algumas das pessoas que se cruzavam com o meu carro, davam as boas vindas ao novo ano: uns bêbados, que cambaliavam e se arrastavam pelo passeio, alguns grupos de amigos em «animada cavaqueira», e uma grande distribuição de beijinhos e de abraços e de Desejos de muitas coisas boas para 2006!... [O tempinho que tivemos naquele pára-arranca ainda deu para eu rir e divertir-me com a minha companhia do banco de trás do carro, mas isso é outra história :))]

(...)

Hoje foi o almoço com a minha família, pelo que as minhas obrigações escolares ficaram um pouco para segundo/terceiro plano... Paciência. Agora que cheguei a casa e que já inventei tudo o que havia para 'magicar' para não me sentar a esta maldita secretária, tenho mesmo que continuar a estudar para as frequências que se avizinham e preparar-me psicologicamente para os próximos meses de muito trabalhito, com o novo estágio... Já anseio as férias!, estes dias em casa foram desgastantes, salvo outros [muito poucos] que foram uma importante fonte de motivação e de energia para minhas jornadas de estudo [obrigada meu Troll =D].

…Na continuação deste óptimo ano de 2005, espero que este que lhe segue tenha igualmente muita diversão, maluqueiras, risadas..., tudo na companhia da familia, dos meus amigos e colegas e do meu GAJO, claro!

Mais uma vez: BOM ANO para todos!