sexta-feira, dezembro 30, 2005
quinta-feira, dezembro 29, 2005

... e porque ele paira, não há como o negar ou disfarçar. O medo apresenta-se em mim com cores vivas. Aproveita-se dos silêncios dos meus dias, e instala-se sem me pedir licença. Já não lhe resisto. Hoje aprendi a viver com ele, a saber ouvi-lo e a tentar compreende-lo. O que é muitas vezes difícil, pelo «maranhal» de sentimentos melancólicos em que me envolvo, acabando apenas por questioná-lo [retoricamente] sobre o motivo que o trouxe de novo até mim... Os motivos são vários, hoje, por exemplo, diz ter vindo em nome da paixão...
Pois é, não sei se o sentes também, mas esta paixão que ainda cresce a cada dia que passa, atrai um medo que se disfarça em cada gesto e palavra que te dirijo, e sinto-o quando falamos ao telefone, quando nos despedimos e principalmente quando estamos juntos... Este medo, embora controlado e subtil, deixa as suas marcas: dou por mim, por exemplo, a pensar no quanto quero partilhar contigo cada segundo minha vida, mergulhar cega no teu olhar, perder-me, definitivamente, no teu corpo e refugiar-me, para sempre, no teu abraço... Sim, faz-me desejar ‘O Sempre’ e o ‘Para Sempre’...
Bem sei que tudo isto pode ser interpretado como um sentimento básico e até imaturo, eu própria já o olhei assim, mas acho-me no direito de o ter, de o fomentar e de o assumir, pois estamos no campo das irracionalidades, das paixões que se dizem estranhas a tudo o que é lógico e, porque é igualmente verdade, numa dimensão bem longe de tudo o que eu algum dia poderia imaginar. =)@
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Vem aí o Ano (que se quer) Novo
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um individuo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para frente...
tudo vai ser diferente!
tudo vai ser diferente!
Carlos Drummond de Andrade (retirado do blog Titá que encontrei numa das minhas passeatas «blogueiras» lol)
terça-feira, dezembro 27, 2005
domingo, dezembro 25, 2005
A minha Árvore...ou quase!

Estava agora a olhar para a minha Árvore e vi como ela estava mais triste, mais despida e não era por falta de bolas, fitas ou de luzes: faltam-lhe as prendas. Sim, faltam-lhe todos aqueles embrulhos que foi acolhendo durante dias, aos quais cedeu sempre os seus galhos branquinhos para os proteger, gesto que lhe era retribuído sob a forma de companhia naquelas noites frias de Inverno. Continua relembrando comigo, numa linguagem que os outros não notam ou sentem, algumas das histórias contadas no silêncio dessas noites, entre ela e as ‘suas prendinhas’ (nome carinhoso que lhes deu), quando já todos tinham ido dormir e lhes restava, vinda da lareira, uma ténue luz das últimas brasas que ardiam bem devagar… E assim dividiram juntos aquele espaço durante dias e dias.
Mas a noite de ontem foi diferente: estava a ficar tarde e a sala permanecia cheia de gente, de vida, de animação, de ansiedade… Disse-me ter-se apercebido das notícias que corriam e de como a incomodavam: falava-se em prendas e em mais prendas, pelo que só podia ser as ‘dela’, não havia mais nenhumas na sala! Sim, tinhas de facto razão. Confessou-me por fim, a profunda tristeza que sentiu ao ver as ‘suas prendinhas’ fugirem do seu regaço, sem nada puder fazer ou dizer: Roubaram-me o que me havia sido dado, percebes? Irrompe-se na minha memória imagens, cujas cores de ontem (vermelho, verde, dourado, prateado, e cheias de muitos brilhos…) me pareceram bem diferentes de agora: eram ‘estranhos’ que se riam e festejavam na sua frente, que procuravam presentes, embrulhos e surpresas que diziam ser seus, quando na verdade apenas se tinham encarregado de os ali depositar, sem mais querer saber deles, nem tão pouco preocupados em lhes tirar o pó que se foi acumulando… nada! E agora diziam-se donos?! Que injustiça... 'Donos' que sem um pouco de piedade pela minha Árvore levaram as prendinhas dela e que a deixaram assim... despida...
Pois é Árvore, foram-se todas embora... Ficaste tu e a tua neve, que agora vai caindo, creio que em jeito de protesto ao que se passou naquela noite, prometida de alegria e felicidade para todos, ou quase…
sábado, dezembro 24, 2005
Bom Natalll
Pela manhã sentem-se os cheiros. Assiste-se à azafama dos que recebem em suas casas, a família. Arrumam-se as coisas que mesmo já estando no lugar, merecem um jeitinho especial. E as lareiras acendem-se. Abraçam-se os que estiveram longe. Multiplicam-se os sorrisos e as gargalhadas, numa noite que se diz mágica, onde somos invadidos por dentro por uma sintonia perfeita de felicidade, partilhada pelos que estão, pelos que não puderam estar e também pelos que já estiveram e que, de alguma forma, queremos contar igualmente com a sua presença...
Um Natal 5 estrelas para todos!
sexta-feira, dezembro 23, 2005
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Sinto saudade… de tocar no céu, de te confessar o que me era impossível dizer… e ficam sinais, histórias do passado. Agora já não posso sentir-te nem tocar na tua mão… Separa-nos a vida, com uma força que nos derruba. Sentimo-la na desordem da nossa solidão, que de tão igual, quase se partilha em noites como estas, onde nos agarramos ao passado e a tudo o que foi e, ainda sorrimos… Vivemos rapidamente, num ritmo extenuante, mas ‘aqui’ pedimos ao tempo brandura, e resistimos a tudo, numa tentativa de nunca acabar aquele nosso pequeno momento, onde não vemos mas imaginamos, onde não falamos mas escrevemos, onde não tocamos mas sentimos, tudo muito pouco, mas o suficiente para nos aconchegar por instantes.
Mas andamos cansados… e os sorrisos dão lugar às lágrimas e aos olhinhos mais tristes… sim, é a saudade.*
Mas andamos cansados… e os sorrisos dão lugar às lágrimas e aos olhinhos mais tristes… sim, é a saudade.*
quarta-feira, dezembro 21, 2005
Jantar Natalício

Cinco enfermeiras [uma delas no activo, embora clandestinamente], seis paus [um para cada uma - sobrava um pau que pertencia à Juu que não foi ao jantar mas nós quisemos dar-lhe uso na mesma], uma panela... ou seja, basicamente, isto foi o nosso Jantar Natalicio que, como a Patrícia não sabe cozinhar, foi fondue a ementa. Mesmo assim foi preciso chamar a Ana mais cedo para fazer o arroz, os molhos e fritar as batatas [obrigada Ana, se não fosses tu...]. E comemos 'bués'!!! Tanto que mesmo com o aspecto delicioso das sobremesas, só conseguimos provar uma delas e foi porque a Ana nos obrigou! Depois vimos um filme de valor: muita porcaria e risota, não fosse o filme sobre adolescentes rebarbados =D
Já agora, deixo-vos aqui os nomes das enfermeirinhas que compõe a bela da mesa: Dii, Joana, Rii, Ana e EU! [e a Juu que tinha ido ao WC, mas da casa dela LOL]
sábado, dezembro 17, 2005
terça-feira, dezembro 13, 2005
...só assim, as duas...?

10h. Tenho que me levantar. Mexer este corpo preguiçoso. Há tanta coisa para fazer. Acordada já estava há muito, mas o calor da roupa da cama não me deixava sair daquele aconchego. Do outro lado, uma mesa cheia de folhas aliciava-me com os seus saberes inscritos, mas sem efeito... Tenho os olhos a doer-me do sol que entra pelo meu quarto sem pedir licença. "Sol não achas que estás a abusar?" Mas ele nem me responde: como te odeio às vezes!... "Quem te deixou entrar afinal?" Olho à minha volta e ainda sinto o cheiro do seu perfume: "ah... foi a minha mãe..." Os pais são assim. Quando nascemos e ainda somos muito pequeninos, estão sempre lá para nos adormecer e acordar. Agora que já somos ‘crescidos’, pedem ao sol (e também à lua), para nos dar o beijinho de bom dia (e também de boa noite). Mas tenho que te dizer uma coisa Sol: gosto de ti e tu sabes disso, mas preferia a minha mãe... preferia o cheiro do seu perfume, as suas mãos (mesmo que frias), aquele gesto carinhoso no meu cabelo, mesmo que da sua boca só ouvisse “…tens de te levantar… Está na hora...”. Respondo-lhe quase sempre um “está bem” muito arrastado. Quando o que eu queria mesmo era perguntar-lhe: Mãe, podemos ficar aqui?...só assim, as duas…?*
sábado, dezembro 10, 2005
Potencialidades Mobiliárias
...aos que estão a pensar redecorar a casa... aos que olhando para os seus, não sabem onde ou como fazer... aos que nunca tinham pensado nisto... aos que a imaginação os atraiçoou... aos que procuram algo de diferente... aos que ainda querem mais alternativas... e também aos que já conhecem, sabem como fazer, mas agora queriam ve-las no LCD dos seus computadores: VEJAM ISTO, APRENDAM e CONSIDEREM a questão na hora de comprarem os vossos moveiZinhos =D
quinta-feira, dezembro 08, 2005
As gracinhas dos símios...
Quando após anos e anos de estudos e experiências sem resultados "por aí além" [adoro esta espressão! não sei... mas é algo tão labrego que até me dá para rir compulsiva-estupidamente], surge uma pequena luz ao fundo do túnel: a símia que temos lá na escola demonstrou, finalmente!, compreensão pela malta que todos os dias a alimenta [nem que seja com as propinas carissimas que pagamos!!] Então não é que ela alargou o prazo de entrega do trabalho mais-idiota-que-alguma-vez-fiz!?!? [se bem que a maquete do 'plasticão' também teve a sua piada =D aquilo das fitinhas pretas mata-me:D]
De qualquer forma nem tudo é um mar de rosas... isto porque se ela queria ser um HUMANO, INTELIGENTE teria que mostrar mais capacidades, por exemplo, anulando a elaboração do mesmo trabalho e mandar-nos para férias mais cedinho... mas isso era "muita fruta" [ora aí está outra bela expressão, que também me causa um pruridoZINHO... UIII!!!]
segunda-feira, dezembro 05, 2005
meeGos

...e depois de lhe descobrirem PIOLHOS! [Nós infelizmente já só a conhecemos assim...]
Os símios têm destas coisas, por isso temos que estar bem atentos e actuar atempadamente! Prevenção primária, chama-se a isto prevenção primária caros colegas!... Tudo para evitarmos estas aberrações! Vêm a importancia? Ah pois!...
sábado, dezembro 03, 2005
Sonhos de uma candidata a ser Girafa!

Girafas! Muitas girafas! Eram pescoços grandes por toda a parte, tantos que, mesmo os que não via de imediato, apareciam logo depois, atrás de uma e de outra árvore, cheias de folhinhas verdes a transbordar por aquelas bocas compridas! Era vê-las felizes pelos pulinhos que davam nas curtas distâncias que separavam a vegetação deliciosa. Pulinhos acompanhados de sons encantadores e outros estridentes, que faziam daquele cenário algo mágico, feliz, uma festa! E eu? Eu tinha corpo de girafa!...
Dia de sol. Meio-dia. Acordo leve, com um sorriso ligeiro no rosto. Obviamente, que não se devia ao meu lindo aspecto com que acordo todas as manhãs, cuja caracterização de ‘cómico’ é puro eufemismo [poderia arranjar uma palavra mais ‘feia’, mas isso seria denegrir a minha própria imagem: impensável!] Ainda deitada e ensonada, e depois de uns minutos a fazer exercícios de extensão e flexão sequenciais [ou seja espreguiçar-me mesmo à grande], lembrei-me que tinha sonhado a noite toda. Sim, foi de facto um sonho! E lembro-me de tudo, curiosamente: recordo-me de ter corpo de girafa! Sim… tinha só o corpo de uma girafa, porque continuava a pensar e a agir como um Homem. Porque vejamos: o que interessava aquelas girafinhas saberem se têm muitas ou poucas folhas na boca, se podem ou não pular, se estão ou não a fazer muito barulho, se estão numa festa ou apenas a alimentar-se por uma mera necessidade biológica…?! O que importa isso tudo? Qual a necessidade de analisarmos a qualificarmos tudo e todos? Isto levanta uma outra questão: o que fazer quando não conseguimos colocar por palavras o que vemos e vivemos? Pois é: temos então um problema! Aliás eu acabo de arranjar mais um problema, dúvidas e questões sem resposta que me deixam inquieta, que me retiram o meu sorriso ténue da manhã…
Hoje quando adormecer e sonhar, quero SER girafa!
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