"no teu poema existe um verso em branco"
... Nós (e eu) vemos. Imagina-te uma pedra perdida no mar, que é a vida, e repara como ficamos marcados pelos lugares onde um dia uma hora um minuto um instante, parámos. Umas boas e outras que não deixam saudade, é certo. Eu não sou tão crescida como tu (e eles tamb
ém não), o que sei, admito-o, é uma migalha comparando com o que tiveste a oportinade de absorver e de seleccionar durante todos os teus anos. Mas como te disse, "no teu poema existe um verso em branco", é inegável! E enquanto não o terminares não poderás partir (em paz, se quiseres), não poderás deixar-nos a todos (e a mim) com a recordação de alguém que foi Início, Meio mas sem um Fim. Por isso vive e não te deixes ir pelas 'dores' de algumas das marcas que a toda a hora lhes contas e mostras (a mim tentas), fazendo delas o teu passado, presente e futuro.
O papel e a caneta ainda aguardam por ti naquela mesa, não te mostres indiferente, porque eles estão lá, só à tua espera. Outra coisa: pouco importa o que cada um fará com a história que foi a tua vida, pois já não tens tempo de te assegurar que todos eles a irão ler com o mesmo cuidado com que a escreveste. O que merece ainda a tua atenção é o teu Poema: mostra-te digna dele e será assim que serás recordada (por nós).
Eu não te quero julgar, mas a verdade, é que sinto que os últimos caminhos não têem que ser percorridos dessa forma, com tanta amargura e sofrimento, sem uma razão plausível aparente. Sim, porque os motivos que à força te (eles) arrancamos fazem parte do passado!
(...)
Mas como querias: tu és mais crescida do que eu. Só que eu tenho de falar, reclamar e dizer que não entendo!, porque eu também tenho as minhas marcas e todas elas (boas e más), julgo saber dar-lhes o devido valor, anotá-las e escrever a minha história neste fundo do mar que partilhamos. Um fundo do mar (a vida), onde nem sempre nos encontrarmos, e mesmo quando nos cruzamos, nem sempre nos vemos. Ou até, mesmo quando nos cruzamos e nos vemos, não nos entendemos, nem mesmo no Fim. *
O papel e a caneta ainda aguardam por ti naquela mesa, não te mostres indiferente, porque eles estão lá, só à tua espera. Outra coisa: pouco importa o que cada um fará com a história que foi a tua vida, pois já não tens tempo de te assegurar que todos eles a irão ler com o mesmo cuidado com que a escreveste. O que merece ainda a tua atenção é o teu Poema: mostra-te digna dele e será assim que serás recordada (por nós).
Eu não te quero julgar, mas a verdade, é que sinto que os últimos caminhos não têem que ser percorridos dessa forma, com tanta amargura e sofrimento, sem uma razão plausível aparente. Sim, porque os motivos que à força te (eles) arrancamos fazem parte do passado!
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Mas como querias: tu és mais crescida do que eu. Só que eu tenho de falar, reclamar e dizer que não entendo!, porque eu também tenho as minhas marcas e todas elas (boas e más), julgo saber dar-lhes o devido valor, anotá-las e escrever a minha história neste fundo do mar que partilhamos. Um fundo do mar (a vida), onde nem sempre nos encontrarmos, e mesmo quando nos cruzamos, nem sempre nos vemos. Ou até, mesmo quando nos cruzamos e nos vemos, não nos entendemos, nem mesmo no Fim. *
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