sexta-feira, dezembro 30, 2005

quinta-feira, dezembro 29, 2005


... e porque ele paira, não há como o negar ou disfarçar. O medo apresenta-se em mim com cores vivas. Aproveita-se dos silêncios dos meus dias, e instala-se sem me pedir licença. Já não lhe resisto. Hoje aprendi a viver com ele, a saber ouvi-lo e a tentar compreende-lo. O que é muitas vezes difícil, pelo «maranhal» de sentimentos melancólicos em que me envolvo, acabando apenas por questioná-lo [retoricamente] sobre o motivo que o trouxe de novo até mim... Os motivos são vários, hoje, por exemplo, diz ter vindo em nome da paixão...

Pois é, não sei se o sentes também, mas esta paixão que ainda cresce a cada dia que passa, atrai um medo que se disfarça em cada gesto e palavra que te dirijo, e sinto-o quando falamos ao telefone, quando nos despedimos e principalmente quando estamos juntos... Este medo, embora controlado e subtil, deixa as suas marcas: dou por mim, por exemplo, a pensar no quanto quero partilhar contigo cada segundo minha vida, mergulhar cega no teu olhar, perder-me, definitivamente, no teu corpo e refugiar-me, para sempre, no teu abraço... Sim, faz-me desejar ‘O Sempre’ e o ‘Para Sempre’...

Bem sei que tudo isto pode ser interpretado como um sentimento básico e até imaturo, eu própria já o olhei assim, mas acho-me no direito de o ter, de o fomentar e de o assumir, pois estamos no campo das irracionalidades, das paixões que se dizem estranhas a tudo o que é lógico e, porque é igualmente verdade, numa dimensão bem longe de tudo o que eu algum dia poderia imaginar. =)@

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Vem aí o Ano (que se quer) Novo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um individuo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para frente...
tudo vai ser diferente!

Carlos Drummond de Andrade (retirado do blog Titá que encontrei numa das minhas passeatas «blogueiras» lol)

domingo, dezembro 25, 2005

A minha Árvore...ou quase!


Estava agora a olhar para a minha Árvore e vi como ela estava mais triste, mais despida e não era por falta de bolas, fitas ou de luzes: faltam-lhe as prendas. Sim, faltam-lhe todos aqueles embrulhos que foi acolhendo durante dias, aos quais cedeu sempre os seus galhos branquinhos para os proteger, gesto que lhe era retribuído sob a forma de companhia naquelas noites frias de Inverno. Continua relembrando comigo, numa linguagem que os outros não notam ou sentem, algumas das histórias contadas no silêncio dessas noites, entre ela e as ‘suas prendinhas’ (nome carinhoso que lhes deu), quando já todos tinham ido dormir e lhes restava, vinda da lareira, uma ténue luz das últimas brasas que ardiam bem devagar… E assim dividiram juntos aquele espaço durante dias e dias.
Mas a noite de ontem foi diferente: estava a ficar tarde e a sala permanecia cheia de gente, de vida, de animação, de ansiedade… Disse-me ter-se apercebido das notícias que corriam e de como a incomodavam: falava-se em prendas e em mais prendas, pelo que só podia ser as ‘dela’, não havia mais nenhumas na sala! Sim, tinhas de facto razão. Confessou-me por fim, a profunda tristeza que sentiu ao ver as ‘suas prendinhas’ fugirem do seu regaço, sem nada puder fazer ou dizer: Roubaram-me o que me havia sido dado, percebes? Irrompe-se na minha memória imagens, cujas cores de ontem (vermelho, verde, dourado, prateado, e cheias de muitos brilhos…) me pareceram bem diferentes de agora: eram ‘estranhos’ que se riam e festejavam na sua frente, que procuravam presentes, embrulhos e surpresas que diziam ser seus, quando na verdade apenas se tinham encarregado de os ali depositar, sem mais querer saber deles, nem tão pouco preocupados em lhes tirar o pó que se foi acumulando… nada! E agora diziam-se donos?! Que injustiça... 'Donos' que sem um pouco de piedade pela minha Árvore levaram as prendinhas dela e que a deixaram assim... despida...
Pois é Árvore, foram-se todas embora... Ficaste tu e a tua neve, que agora vai caindo, creio que em jeito de protesto ao que se passou naquela noite, prometida de alegria e felicidade para todos, ou quase…

sábado, dezembro 24, 2005

Bom Natalll

Pela manhã sentem-se os cheiros. Assiste-se à azafama dos que recebem em suas casas, a família. Arrumam-se as coisas que mesmo já estando no lugar, merecem um jeitinho especial. E as lareiras acendem-se. Abraçam-se os que estiveram longe. Multiplicam-se os sorrisos e as gargalhadas, numa noite que se diz mágica, onde somos invadidos por dentro por uma sintonia perfeita de felicidade, partilhada pelos que estão, pelos que não puderam estar e também pelos que já estiveram e que, de alguma forma, queremos contar igualmente com a sua presença...



Um Natal 5 estrelas para todos!

sexta-feira, dezembro 23, 2005

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Sinto saudade… de tocar no céu, de te confessar o que me era impossível dizer… e ficam sinais, histórias do passado. Agora já não posso sentir-te nem tocar na tua mão… Separa-nos a vida, com uma força que nos derruba. Sentimo-la na desordem da nossa solidão, que de tão igual, quase se partilha em noites como estas, onde nos agarramos ao passado e a tudo o que foi e, ainda sorrimos… Vivemos rapidamente, num ritmo extenuante, mas ‘aqui’ pedimos ao tempo brandura, e resistimos a tudo, numa tentativa de nunca acabar aquele nosso pequeno momento, onde não vemos mas imaginamos, onde não falamos mas escrevemos, onde não tocamos mas sentimos, tudo muito pouco, mas o suficiente para nos aconchegar por instantes.
Mas andamos cansados… e os sorrisos dão lugar às lágrimas e aos olhinhos mais tristes… sim, é a saudade.*

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Jantar Natalício


Cinco enfermeiras [uma delas no activo, embora clandestinamente], seis paus [um para cada uma - sobrava um pau que pertencia à Juu que não foi ao jantar mas nós quisemos dar-lhe uso na mesma], uma panela... ou seja, basicamente, isto foi o nosso Jantar Natalicio que, como a Patrícia não sabe cozinhar, foi fondue a ementa. Mesmo assim foi preciso chamar a Ana mais cedo para fazer o arroz, os molhos e fritar as batatas [obrigada Ana, se não fosses tu...]. E comemos 'bués'!!! Tanto que mesmo com o aspecto delicioso das sobremesas, só conseguimos provar uma delas e foi porque a Ana nos obrigou! Depois vimos um filme de valor: muita porcaria e risota, não fosse o filme sobre adolescentes rebarbados =D

Já agora, deixo-vos aqui os nomes das enfermeirinhas que compõe a bela da mesa: Dii, Joana, Rii, Ana e EU! [e a Juu que tinha ido ao WC, mas da casa dela LOL]

sábado, dezembro 17, 2005

Espirito Natalício

Ainda não tinha colocado nada relativo ao Natal, vai daí decidi por um desenho muito 'fófinho' que me foi dado por uma criancinha 'mui' querida: o Guguinha.

terça-feira, dezembro 13, 2005

...só assim, as duas...?


10h. Tenho que me levantar. Mexer este corpo preguiçoso. Há tanta coisa para fazer. Acordada já estava há muito, mas o calor da roupa da cama não me deixava sair daquele aconchego. Do outro lado, uma mesa cheia de folhas aliciava-me com os seus saberes inscritos, mas sem efeito... Tenho os olhos a doer-me do sol que entra pelo meu quarto sem pedir licença. "Sol não achas que estás a abusar?" Mas ele nem me responde: como te odeio às vezes!... "Quem te deixou entrar afinal?" Olho à minha volta e ainda sinto o cheiro do seu perfume: "ah... foi a minha mãe..." Os pais são assim. Quando nascemos e ainda somos muito pequeninos, estão sempre lá para nos adormecer e acordar. Agora que já somos ‘crescidos’, pedem ao sol (e também à lua), para nos dar o beijinho de bom dia (e também de boa noite). Mas tenho que te dizer uma coisa Sol: gosto de ti e tu sabes disso, mas preferia a minha mãe... preferia o cheiro do seu perfume, as suas mãos (mesmo que frias), aquele gesto carinhoso no meu cabelo, mesmo que da sua boca só ouvisse “…tens de te levantar… Está na hora...”. Respondo-lhe quase sempre um “está bem” muito arrastado. Quando o que eu queria mesmo era perguntar-lhe: Mãe, podemos ficar aqui?...só assim, as duas…?*

sábado, dezembro 10, 2005

Potencialidades Mobiliárias

...aos que estão a pensar redecorar a casa... aos que olhando para os seus, não sabem onde ou como fazer... aos que nunca tinham pensado nisto... aos que a imaginação os atraiçoou... aos que procuram algo de diferente... aos que ainda querem mais alternativas... e também aos que já conhecem, sabem como fazer, mas agora queriam ve-las no LCD dos seus computadores: VEJAM ISTO, APRENDAM e CONSIDEREM a questão na hora de comprarem os vossos moveiZinhos =D





quinta-feira, dezembro 08, 2005

As gracinhas dos símios...

Quando após anos e anos de estudos e experiências sem resultados "por aí além" [adoro esta espressão! não sei... mas é algo tão labrego que até me dá para rir compulsiva-estupidamente], surge uma pequena luz ao fundo do túnel: a símia que temos lá na escola demonstrou, finalmente!, compreensão pela malta que todos os dias a alimenta [nem que seja com as propinas carissimas que pagamos!!] Então não é que ela alargou o prazo de entrega do trabalho mais-idiota-que-alguma-vez-fiz!?!? [se bem que a maquete do 'plasticão' também teve a sua piada =D aquilo das fitinhas pretas mata-me:D]
De qualquer forma nem tudo é um mar de rosas... isto porque se ela queria ser um HUMANO, INTELIGENTE teria que mostrar mais capacidades, por exemplo, anulando a elaboração do mesmo trabalho e mandar-nos para férias mais cedinho... mas isso era "muita fruta" [ora aí está outra bela expressão, que também me causa um pruridoZINHO... UIII!!!]

segunda-feira, dezembro 05, 2005

meeGos

A macaca antes...

...e depois de lhe descobrirem PIOLHOS! [Nós infelizmente já só a conhecemos assim...]

Os símios têm destas coisas, por isso temos que estar bem atentos e actuar atempadamente! Prevenção primária, chama-se a isto prevenção primária caros colegas!... Tudo para evitarmos estas aberrações! Vêm a importancia? Ah pois!...

sábado, dezembro 03, 2005

Sonhos de uma candidata a ser Girafa!


Girafas! Muitas girafas! Eram pescoços grandes por toda a parte, tantos que, mesmo os que não via de imediato, apareciam logo depois, atrás de uma e de outra árvore, cheias de folhinhas verdes a transbordar por aquelas bocas compridas! Era vê-las felizes pelos pulinhos que davam nas curtas distâncias que separavam a vegetação deliciosa. Pulinhos acompanhados de sons encantadores e outros estridentes, que faziam daquele cenário algo mágico, feliz, uma festa! E eu? Eu tinha corpo de girafa!...



Dia de sol. Meio-dia. Acordo leve, com um sorriso ligeiro no rosto. Obviamente, que não se devia ao meu lindo aspecto com que acordo todas as manhãs, cuja caracterização de ‘cómico’ é puro eufemismo [poderia arranjar uma palavra mais ‘feia’, mas isso seria denegrir a minha própria imagem: impensável!] Ainda deitada e ensonada, e depois de uns minutos a fazer exercícios de extensão e flexão sequenciais [ou seja espreguiçar-me mesmo à grande], lembrei-me que tinha sonhado a noite toda. Sim, foi de facto um sonho! E lembro-me de tudo, curiosamente: recordo-me de ter corpo de girafa! Sim… tinha só o corpo de uma girafa, porque continuava a pensar e a agir como um Homem. Porque vejamos: o que interessava aquelas girafinhas saberem se têm muitas ou poucas folhas na boca, se podem ou não pular, se estão ou não a fazer muito barulho, se estão numa festa ou apenas a alimentar-se por uma mera necessidade biológica…?! O que importa isso tudo? Qual a necessidade de analisarmos a qualificarmos tudo e todos? Isto levanta uma outra questão: o que fazer quando não conseguimos colocar por palavras o que vemos e vivemos? Pois é: temos então um problema! Aliás eu acabo de arranjar mais um problema, dúvidas e questões sem resposta que me deixam inquieta, que me retiram o meu sorriso ténue da manhã…



Hoje quando adormecer e sonhar, quero SER girafa!

segunda-feira, novembro 28, 2005

sexta-feira, novembro 25, 2005


Corres para fugir do que te possa prender, corres do que te possa magoar... Não sabes, mas vives presa numa dor provocada por uma 'corrida' sem propósito. Algo que inventas e que dás prioridade, onde dizes ser sempre a vencedora, e até poderá ser verdade,
pois és tu a única participante...
Agora que acabaste mais uma corrida, daquelas imaginadas por ti, pára um pouco e vê os troféus que juntaste durante todo este tempo: que estante repleta, que orgulho não? Não?! Pois... só te reconheces no passado e nas 'corridas' do presente, sentes saudades de ti própria... Mas olha agora, vê o que tens, o que ficou, o que faz sentido, o que mudou...
...'Perdeste' tempo agora! Ainda na tua imaginação, acabas de perder uma corrida! DRAMÁTICO! Arrependida? Bem me parecia que não! ;)

terça-feira, novembro 22, 2005

Logicamente...

Hoje numa determinada aula, a professora apresentou-nos umas frases com o objectivo de promover a reflexão dos alunos, mas não sem antes nos avisar do seguinte: “Não é preciso copiarem igual!…” [idioma: 'Macacanês'!]


“Claro que não! NÓS COPIAMOS SEMPRE DIFERENTE! Não se preocupe!...” [idioma: 'finjindo-que-percebemos-Macacanês']



Quanto às frases apresentadas, queria destacar uma que dizia ‘axim-ee’: “O crescimento do homem não se faz de baixo para cima, mas do interior para o exterior.



Como foi proposto, estive para aqui a reflectir e já tirei as minhas conclusões: NÃO CONCORDO! Porque estão a negar algo e depois a confirmá-lo por outras palavras: os homens crescem de baixo para cima e do interior para o exterior! Ora vejamos: é pelo facto do homem crescer do interior para o exterior que depois pudemos observar o seu crescimento de baixo para cima! É ou não é? Ah pois!...



Só os símios é que não percebem nada disto!!! JIZ…

sábado, novembro 19, 2005

Dias de descanso e também de saudade

Há um tempo atrás, os fins-de-semana prolongados fora de casa não eram mais do que uns dias longe da rotina, que sabiam bem, óptimos para descansar de tudo (e até de todos). No caso de serem passados com a família que vive mais longe de nós, estes dias ainda eram melhores!


Os ‘namorados’ e os amigos de então, deixavam, claro, uma saudade aqui dentro, uma saudade, que era semelhante à que tinha pelo meu quarto, pelos cheiros da minha rua, pelas minhas coisas… uma saudade que não me condicionava significativamente os comportamentos, os sentimentos, como agora me acontece.


A idade é outra e a maturidade também. Os que agora dizemos amar ganham uma importância fundamental na nossa vida. Tornamo-nos dependentes deles. Estes dias em que estamos separados por uma distância física insuperável, parecem-me longuíssimos, sente-se a falta de dar uma gargalhada, de dizer ‘boa noite’ ou ‘dorme bem’, de falar e falar, mesmo que não haja assunto… e de muitas outras coisas que fazemos e que nem damos conta, mas que aqui e agora, me fazem falta, das quais sinto uma imensa saudade…

quinta-feira, novembro 17, 2005

[MUITO] perigo na ponta do nariz…

…uma viagem, duas pessoas, um carro, numa qualquer quinta-feira, de um mês sem importância, de um ano igual a tantos outros. Dados de uma ‘história’ que não são mais do que banalidades, tendo em conta o número de vezes que é vivida, e em que noutras tantas, se morre…



7h da manhã e tudo parece pronto. “Vamos?” Mas antes, a despedida dos que ficam. Depois, é fazerem-se ao caminho.



Auto-estrada Número 1, vulgarmente conhecida como A1. Pouco transito. Ainda bem! Mas há um pouco de nevoeiro. Sim, no início era só isso mesmo: um pouco de… Quilómetros idos, é-lhe dada a conotação de ‘cerrado’, de muito ‘cerrado’, de insuportavelmente cerrado, fazendo emergir inclusivamente, uma ligeira sensação de perigo.


A atenção é triplicada: é necessário contar com os automobilistas que parecem que conduzem num tempo de sol e sem nuvens no céu, como também com os que se esquecem que a velocidade mínima permitida é de 50 km/h em auto-estrada, e principalmente com os que não se preocupam em serem avistados pelos outros – iluminação! – ‘pormenor’ que provavelmente nunca terão ouvido falar e cuja importância desconhecem...


Seguem viagem. Faixa central. De repente avista-se o impensável: a 20m (visibilidade máxima que havia na altura), um homem (que mais parecia uma sombra surgida a partir de um fundo branco) a gesticular aflitivamente na berma qualquer coisa que indicava aos que por ali passavam, a mudança RÁPIDA para a via mais à esquerda.



Como é sabido, antes de pudermos mudar de via é necessário confirmar a circulação de veículos na mesma. (Considerem novamente a existência de uma visibilidade máxima de 20m, o facto de se tratar de uma auto-estrada com velocidade máxima é 120km/h, entre outras coisas…



O tempo de certificação, embora com uma duração de 2/3 segundos, evidenciou-se perigosamente excessivo: à frente, a menos de 10 metros, uma camioneta tenta mudar da via mais à direita para a central, pois há um acidente!



“Cuidado! A camioneta!” foi dito.


“Temos que passar agora, a velocidade e a distância impossibilitam-me de parar!” foi pensado.



Passaram mesmo sem a certeza de que não vinha nenhum carro, mas tinha de ser. Agora estão na faixa da esquerda. A velocidade era reduzida. Foi possível ver antes de ultrapassar o local do acidente, carros destruídos e amontoados: uma carrinha e um ou dois carros ligeiros (foi imperceptível pelo estado de destruição).


Mas o pior seguiu-se: encoberto pela carrinha, havia um cenário de morte. Faltam as palavras para descrever o horror… Havia mais uma camioneta envolvida, com duas pessoas debaixo de uma das suas rodas, ‘semi-despidas’, corpos sem reacção, sem um movimento, sem posição anatómica… “Não quero olhar mais! Não consigo…” Ao susto inicial junta-se agora sentimentos de horror, mais a intenção de ajudar, o medo de ali permanecer, o perigo que é encostar na berma dado o BRANCO impenetrável que nos envolvia… tudo junto! Fica-se num leve estado de choque. Seguindo-se depois a tentativa de assimilar tudo o que se viu, viveu e ainda se sente…



Na TV a notícia: "choque em cadeia na A1, 80 carros envolvidos, 3 mortos, 1 acidentado em estado muito grave..."



Comentário final: “Mãe tivemos sorte…”, “É… tivemos muita sorte mesmo!”

terça-feira, novembro 15, 2005

segunda-feira, novembro 14, 2005

Liberdade de expressão

Só porque mais do que uma vez me chegou aos ouvidos [que hoje até estão limpinhos] a vontade de alguns leitores [quero acreditar que os mais assiduos] de comentar os posts deste blog, decidi re-disponibilizar essa opção. E aqui está!... Agora quero ver se escrevem, ai quero quero!... ;)

sábado, novembro 12, 2005

"A criação" de Miguel Ângelo



Depois de terminado o trabalho de Anatomia sobre a Neoplasia do Cólon [pelo menos é o que queremos acreditar], considerámos importante registar o momento e para isso, nada como assinalar o que mais nos TOCOU durante a sua realização: o Toque Rectal!


Bem sei que estarão à espera que eu disserte um pouco sobre este acto médico que dizem salvar muitas vidas, mas não! Apenas vou referir que embora salve muitas vidas, despistando maleitas potencialmente fatais, acarreta igualmente malefícios no que respeita à orientação sexual dos examinados! Ah pois!!! Bem sei que na primeira vez vai tudo com medo, e refiro-me especialmente ao sexo masculino, dado que o feminino muitas vezes já experimentou [abstenho-me quanto à satisfação do acto], mas numa segunda e terceira vez já nem se lembram realmente do objectivo do exame! Querem é que os examinem e até têm pena que seja apenas uma vez no ano [para os velhotes, claro]!!!


Por isso senhoras TOMEM CUIDADO e não os deixem ir à consulta sozinhos!!! Além disso tratem de deixar bem claro que o médico é o médico e que as vossas funções nada têm de comum!


Cuidado!!! …Com o cancro do cólon também! :p

segunda-feira, novembro 07, 2005

Silence please!...

Descansava enquanto alguns à minha volta riam e se divertiam. Aparentavam uma tal felicidade que de tão desproporcional, ganhava aparência de frágil, mas existia e isso parecia ser o mais importante.
Pergunto-me o que queriam eles esconder e esconder e esconder…?!
Levantei-me, por não conseguir suportar tanto nevoeiro no meu e nos seus olhos… Pedi que se aproximassem e baixinho perguntei apenas: “há algum problema? Eu estou triste, mas estou bem!, vocês é que me parece que não… “…

domingo, novembro 06, 2005

a caminho de coisa nenhuma


Não te esqueças de virar à direita e só depois à esquerda. Encontrarás uma placa que terá inscrito: "nenhures", portanto, chegaste!

sábado, novembro 05, 2005

Estudo de caso (continuação)

..."Sra. G, Sra. G, Sra. G, Sra. G...."


Pronto: desisto!!

segunda-feira, outubro 31, 2005

Estamos de dieta...

...não se nota??
Ah pensei que não...

domingo, outubro 30, 2005

Estudo de caso

“A Sra. G. de 63 anos de idade, raça caucasiana deu entrada no Serviço de Pneumologia com diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPCO) agudizada por Infecção Respiratória. (…) Tem antecedentes pessoais de Asma Brônquica na Infância, Tuberculose aos 40 anos, Pneumonia Adquirida na Comunidade aos 55 anos e Embolia Pulmonar há cerca de 2 anos. (…) [Como se não bastasse, apresenta] diminuição da acuidade visual e ligeira hipoacusia [e referiu ser fumadora passiva] (…)”.



Mas o que é que é isto?! Como é que uma mulher com nome de ponto erógeno reúne tantas maleitas???
Outra pergunta: Qual foi a ideia dos Exmos. Professores Enfermeiros em darem um nome destes a uma doente? Seria para nos darem algum prazer durante o estudo do caso [perdido] desta Sra.? Pensariam eles que ao pronunciarmos enumeras vezes o nome “Sra. G.” teríamos orgasmos múltiplos?



Comigo não aconteceu!, pelo que continuo muito desmotivada e até aborrecida com este trabalho… ah e como podem ver também: cheia de dúvidas!



Mas vou insistir, porque se calhar o problema até é meu, talvez não esteja a conseguir pronunciar correctamente o nome:

"Sra. G."
"Sra. G."
"Sra. G."
"Sra. G."
"Sra. G."...

Tired...


sábado, outubro 29, 2005

Por outras palavras

Ninguém disse que os dias eram nossos

Ninguém prometeu nada

Fui eu que julguei que podia arrancar sempre

Mais uma madrugada

Ninguém disse que o riso nos pertence

Ninguém prometeu nada

Fui eu que julguei que podia arrancar sempre

Mais uma gargalhada




E deixar-me devorar pelos sentidos

E rasgar-me do mais fundo que há em mim

Emaranhar-me no mundo

E morrer por ser preciso

Nunca por chegar ao fim



Ninguém disse que os dias eram nossos

Ninguem prometeu nada

Fui eu que julguei que sabia arrancar sempre

Mais uma gargalhada



E deixar-me devorar pelos sentidos

E rasgar-me do mais fundo que há em mim

Emaranhar-me no mundo

E morrer por ser preciso

Nunca por chegar ao fim



Mafalda Veiga

quinta-feira, outubro 27, 2005

O egocentrismo

Oh Joana?! será que dá para dares uma 'teca' de espaço aí na foto?? Pára de fazeres força com o teu queixo na minha cabeça!!! Também quero aparecer na foto ya??
E depois sou eu a egocêntrica!... Ah e ainda te estás a rir, hein?! É preciso ter lata mesmo...

domingo, outubro 16, 2005

terça-feira, outubro 11, 2005

Direito à 'não-vida'

Mas a Vida Humana será um bem absoluto, ou «só até certo ponto»? A Liberdade pode ser considerada um bem precioso e exclusivo que pode pôr em causa a Vida e a sua marca de «valor absoluto»? E a Autonomia individual, fundamental para uma decisão livre, estará presente e será mesmo possível em situações psicologicamente difíceis?
(J. BOLÉO-TOMÉ, 2005)

segunda-feira, outubro 10, 2005

som 'stereo'

Um exemplo de som stereo é o pai num quarto e a mãe noutro, ambos a RESSONAR!
ah não se esqueçam que o quarto que fica no meio é meu!!!

domingo, outubro 09, 2005

A afilhada da Exma. Pastorana Dii

Mais do que um orgulho é um estado de graça o facto de te ter sido concedida a conotação de afilhada da Exma. Pastorana Dii! Assim, é importante agradeceres, TU SEU VERME NOJENTO! todos os dias por esta dádiva DIVINA! Sim! porque se pensavas que era só coisas boas enganaste!! Terás pela frente um longo caminho de agradecimento à tua madrinha e de demonstração de merecimento de tal ligação académica!
Ah e não esqueçamos do privilégio que é teres como tias a mim [Exma. Pastorana Tii] a Exma. Pastorana Joana e Exma. Pastorana Ana!
Já agora deixo aqui uma foto tua para mais fácil reconhecimento (ou não) dentro da manada de vermes: =)
Verme: Rebeca
Tenho dito.

quinta-feira, outubro 06, 2005

dias sem sol...

Acordo no meio do escuro do meu quarto. Só encontro o telemóvel que ficou no meu lado a noite toda. Ainda bem que não tocou, porque à noite quando toca, nem sempre são boas as noticias... Mas mesmo assim, acordo triste... Não sei o que me faz querer ficar neste quarto escuro, não sei onde se escondeu aquela vontade de abrir a janela para deixar entrar o sol da manhã...
Mas cansei-me de ficar no escuro... e mesmo com as minhas dúvidas e sem muita vontade para estar, meti a chave na porta e fui...*

quarta-feira, outubro 05, 2005

Ah vermes 'linduxxx'!


Vermalhada, este post serve não só como divulgação da vossa fronha aqui plos 'mundos da net', mas também, como meio de demonstração do meu desagrado por alguns dos vossos comportamentos. Considero que a maioria de vós não sabe o que é ser verme! Porque é que, depois de uma semana e tal de praxes, ainda acham que podem não cumprir as ordens dadas pelos vossos pastoranos, doutores e mestres?? Ainda acham que podem fazer o que vos apetece??? hã???
Fico triste...muito triste aliás por ver que não possuem o Espirito Académico!... mas ainda não perdi por completo a esperança que no final deste período de praxes intensas [sim porque se não sabiam ficam a saber que as praxes duram durante todo este ano, porque afinal são CALOIROS e têm de sofrer!!] venham a considerar as praxes como algo divertido, que premitem conhecer os veteranos da escola, people a quem poderás recorrer sempre que queiras/precises!
Só és caloiro uma vez na vida, aproveita e deixa-te de PANELEIRICES, ya???

sábado, outubro 01, 2005

O ZOO invadiu a Resende!!! É só vermes e MACACA(S)!!!


Epah esta foi a melhor foto que consegui tirar à nossa prof. 'MACACA'!...

sexta-feira, setembro 30, 2005

A Veterana Tii, ao dispor!

Ai ai seus vermes, seus vermes... vão sofrer tanto nesta semanita que 'bem', que até começo a ter uma 'pontinha' de pena de vocês... quer dizer, não é bem uma 'pontinha' é mais um 'ponto' de pena! hum... naaaahhh é mais um 'pontinho'! NEPX nem isso chega a ser... Concluo portanto que estão em grande perigo de extinsão, prevendo-se o vosso último suspiro, no próximo dia 11... lamento, OU NÃO!
MUAHAHAHAHA...!

quinta-feira, agosto 11, 2005

Pessoas que se dizem asseadas

Local: Piscina do ‘INATEL’, Costa da Caparica



Ia eu, como veraneante respeitadora e limpinha, ao belo do balneário quando, me deparo com uma fila de pessoas, ou melhor, de mulheres que, por partilharem os mesmos ideais limpinhos que eu (pelo menos assim espero) deixam aquele ‘solzaço’e dão-se ao trabalho de andar uns 20 ou 30 metros para satisfazerem as suas necessidades básicas nos sanitários disponíveis para esse fim. Mas até poderia ser uma ida normalíssima ao WC, não fosse lá estar um estranho ser.



Aparência: GORDA, fato de banho azul-escuro forte [dizem ser a cor que mais disfarça os quilitos em excesso], DESCALÇA e sem mais qualquer tipo de roupa.



Com seios gigantescos, vejo esta ‘bela mulher’ (estou doente, só pode!!!) sair de um dos compartimentos sanitários. Mas não sai sozinha, vem antes acompanhada de um balde branquinho que transportava numa das mãos. Dirige-se para o lavatório e enche o dito balde. Já cheio com a quantidade pretendida, dirige-se de novo para o compartimento onde havia saído e despeja o dito baldinho. Pois, pensava eu, e acho que todas aquelas que ali aguardavam pela sua vez, que o despejo, já por si curioso, fosse para dentro da sanita, mas não!
Qual não é o nosso espanto, quando a mulher não satisfeita de ter inundado o seu compartimento sanitário, volta de novo a encher o balde e a lançar a água no meio da casa de banho... Ah! Mas destas vez, de forma a chocar ainda mais as cerca de 5 pessoas que estavam na fila: começou a entoar ditos do género “se toda a gente fosse como eu, isto estaria tudo limpinho! Mas não! Estão habituadas a vier na *erda e depois isto está como está! Se todas fossem como eu…?!”
Eu juro que tentei, mas não consegui perceber em que ponto é que se pode considerar aquela senhora como asseada! Poderá dizer-se que uma pessoa que vai descalça a uns balneários públicos, que deita água no chão com um balde e depois a empurra para o ralo com o pé, é uma pessoa “limpinha”???
NOJENTO, mas muito engraçado!!! Depois desta porcaria toda feita na casa de banho era ver as pessoas a tentarem não molhar os pés e chinelos mesmo à frente da ‘senhora que se dizia asseada’!



Enfim… é o INATEL e pronto!

segunda-feira, agosto 01, 2005

domingo, julho 31, 2005

NOTICIA [com 3dias de atraso]: nasceram peixinhos!!! weee

foi lindooo!!!



Tudo começou com uma ida a uma loja de animais. Mais uma que fui mostrar ao 1/5Eng.º Gonçalo (L). Vai daí, e depois de muito escolher e ponderar se levava peixinhos, plantas ou algum produto para a água [chama-se a isto racionalização económica! ...ou não, sei lá eu! Foi só uma expressão que me pareceu pomposa :p], resolvi optar por uma guppie fêmea que estava com uma barriguinha jeitosa. A senhora depois de alguma hesitação lá me satisfez o meu pedido e colocou a dita «bichinha» num saco com água, obviamente.



Como ainda não ‘possuímos’ meio de transporte próprio, nós os dois somos obrigamos a deslocar-nos em meio de transporte próprio de outros próprios. UPS! Enganei-me! Queria dizer: em transporte de outras pessoas...! Neste caso concreto, de várias pessoas, pelo menos é nisso que quero acreditar para justificar a falta de coordenação de horários e de carreiras da TST e respectivos percursos, que nos fazem muitas vezes esperar e desesperar quando TEMOS de recorrer aos seus serviços. Ora estas viagens feitas em transportes públicos é sempre um bocadinho mais atribulada do que em carro próprio, justificado pelo facto de a ‘peixa’ ter entrado em trabalho de parto em pleno caminho! Situação que eu e o Gonçalo apenas demos conta quando a minha mãe, já em casa, olha para o saco e diz: “Mas que peixinhos tão lindos!”
Eu - “PeixinhOS?!?! OH NÃO!”



E pronto, depois de uma correria para preparar tudo para um parto que não estava de todo previsto, lá consegui salvar cerca de 16 novas vidas [os mortos não me foi possível contabilizar, por falta de colaboração da mãe que se recusou determinantemente a confessar-me quantos filhos comeu!] Ah ‘ganda’ Enfermeira Tii [de peixes lol] ;)



Agora ali estão pequeninos mas cheios de saudinha! Pelo menos é o que me parece! looool

sábado, julho 30, 2005

A preguiça na ponta do pé

Bem estes dias em casa dão cabo de mim! Fica-se numa apatia miserável... Recorre-se a jogos de computador [ai este NFS2!!! :D], programas de TV que mais parecem a 'pimbaria city', a musica e a livros que de tão nostálgicos ou nos fazem adormecer ou nos irritam [com as suas verdades inquietantes] que mais vale estar sossegada... e pronto ou se arranja um programita fora destas quatro paredes ou então temos mais um dia perdido...



Ah já para não falar do estado irritadiço em que se fica! E quem sofre não somos nós, não senhor, são as pobres das criaturas que resolvemos comprar nas lojinhas de animais: cão, tartaruga e, mais recentemente, os peixinhos. Eu não sei se queria ter uma dona que, no caso de ter a infelicidade de ser tartaruga, me lavasse com gel de banho SANEX só para ficar mais cheirosinha... [Eu sei que não devia mas ela cheira mal!!!



Bem... já que nem o ‘blog’ me entretém, vou ver se faço mais umas diabruras ao meu cão e se estimulo o sistema nervoso dos meus peixinhos, dando umas pequenas pancadinhas no vidro do aquario, nada de especial, portanto ;p loooool



FUI**

quinta-feira, julho 28, 2005

Uma noite para comemorar

Esta é só uma noite para partilhar
qualquer coisa que ainda podemos guardar cá dentro
um lugar a salvo para onde correr
quando nada bate certo
e se fica a céu aberto
sem saber o que fazer.

Esta é uma noite pra comemorar
qualquer coisa que ainda podemos salvar do tempo
um lugar pra nós onde demorar
quando nada faz sentido
e se fica mais perdido
e se anseia pelo abraço de um amigo.

Esta é uma só noite para me vingar
do que a vida foi fazendo sem nos avisar
foi-se acumulando em fotografias
em distâncias e saudade
numa dor que nunca cabe
e faz transbordar os dias.

Esta é uma noite para me lembrar
que há qualquer coisa infinita como o firmamento
um sorriso, um abraço
que transcende o tempo
e ter medo como dantes
de acordar a meio da noite
a precisar de um regaço.

Mafalda Veiga

quarta-feira, julho 27, 2005

Eu, uma aquariofilista! :p

E pronto! Na passada semana, com a montagem do aquário, reiniciei este hobby que muito me agrada – a aquariofilia. Por influência de 'um alguém' [ :)@ ], atrevi-me a re-encher o belo do tanque de 50litros, coloquei para lá umas pedritas e umas plantitas e XARAMMM! Mas a coisa no inicio não correu muito bem...lol Eu, pessoa esperta e acima de tudo, de inteligência invejável por muitos, consegui um feito surpreendente: depois de ferver o areão e sem perder mais tempo, coloquei as ditas pedrinhas fervidas no aquário, sem mais nem menos! Ora o que é que aconteceu? CRASH Pois é...o vidro não aguentou!...
Depois do silicone, finalmente pude colocar a dita da água e apetrechos! :p
Ontem comprei os meus primeiros peixinhos: 11 neons e 1 limpa-fundos. Ficou bonitinho e tal looooool Agora falta comprar umas peixinhas grávidas para poder povoar o aquário... é que como podem ver ainda está um ‘cadito’ vazio...

quinta-feira, julho 21, 2005

quarta-feira, julho 20, 2005

PEGUEI novamente no carro!!

weeeeeeeee!!! Se bem que segundo a instrutora, não é bem assim....: "eu nunca peguei num carro, mas já conduzi muitos!!..." okok eu hoje CONDUZI novamente um carro!... Está melhor assim?? :p

Esta história de tentar 'quebrar o gelo' num primeiro contacto entre pessoas que, até então, são desconhecidas, faz-me rir :D As histórias que se inventam, as perguntas parvas que se fazem, os temas que se escolhem apressadamente para diminuir os intervalos de silêncio, quase sempre inevitáveis, matam-me de riso!!! E então quando temos de compactuar com esta representação forçada?!?!...UI!!

Encontro de primeiro GRAU [loool]:Personagens: Euzinha e a instrutora de condução. Local: Em frente da escola de condução, dentro do carro. Disposição das personagens: Euzinha no banco do condutor; Instrutora no banco do ‘pendura’.

"Olá Patricia!"
"Boa tarde!..."
"Chegaste cedinho?!"
"Pois foi..."
[Agora tenho duas opções: não responder mais nada e correr o risco de ficarmos em silêncio, ou inventar uma qualquer coisa e manter o diálogo por mais uns escassos minutos... OK! opto pela segunda hipótese! E aqui vai...] “Cheguei cedo porque foi o meu pai que me trouxe... :)”
“Pois é estes pais, fazem tudo aos filhos e eles muitas vezes não retribuem!...Tu és uma boa filha?”

[Xarammmm!! Chegamos à parte das perguntas parvas!!! E das consequentes respostas não menos idiotas, para não «descontextualizar»] “Sim sim!! Acho que sim, que sou…” [Poderia ficar por aqui, mas já que estávamos nesta de ‘quebrar o gelo’ siga lá alinhar na ‘coisa’ e mandar uma provocaçãozita, mostrando algum interesse para o estabelecimento de uma relação de empatia entre nós…] “Mas também acho que os pais exigem demais! :D”
“Ah pois! Eu sabia!... Os pais é que são sempre os culpados! :p”
“:)”
E pela primeira vez instalou-se o SILÊNCIO!! Mas nada como introduzir um novo tema e que, para variar, até veio bem a calhar, dada a situação: “Então Patrícia quantas aulas de condução já tem?”

A conversa virou-se agora para aspectos práticos e importantes para a hora seguinte que íamos passar dentro daquele carro a dar voltas e mais voltinhas… ainda tivemos naquilo algum tempinho.
Começou [finalmente] a aula de condução!! E se pensavam que as perguntas parvas tinham acabado, enganaram-se!! Afinal ainda não somos conhecidas, pelo que perguntas do género: “Então e onde é que estuda?”; “O que é que estuda?”; “É boa aluna?”; “Já teve alguma prática este primeiro ano do seu curso?”; “Estagias-te no H.S.F.X…que engraçado! Sabes que foi lá que tive os meus filhos!?!?”; são ainda uma constante. Enfim… eu lá fui mandando umas frases, ou palavras para me mostrar minimamente atenta ao que ela ia dizendo e perguntando…

…e pronto…lá se passou a hora da aula! E no fim, resta esquecer [diga-se: sem muito esforço], tudo o que foi perguntado e respondido, para que da próxima vez tenhamos como garantida uma ‘conversa de perguntas e respostas’ feitas e dadas, apenas ‘porque sim’.

Isto é tão cómico! O engraçado da coisa é pensarmos nisto tudo: o que iremos ou não dizer e as consequências disso mesmo nestes momentos de conversa forçada!:p é giro é giro!… Ah! e na próxima aula?? Será que subiremos o nível da conversa e de perguntas básicas do tipo “como gosta de ser tratada: Ana ou Patrícia?” ou “Que idade tem?” para as de politica ou religião? Será??? Hum…cheira-me que não… Bem, então em vez de ir ler o ‘Expresso’ ou ligar a TV no ‘Canal Historia’, vou mas é pôr-me em frente ao espelho e treinar a minha entrada triunfal no carro: “Boa tarde!!! Então??? Isto hoje está fresquinho!!! Almoçou bem??? O meu almoço foi […]! A carne está muito cara não é? Pois…eu ainda sou do tempo em que a minha mãe ia com uma nota de 500$ às compras para o mês… ou se calhar não…:D :D”

sábado, julho 16, 2005

Segue! é por ali!...

As conversas de Papel...[1]

Anúncio que seria colocado num jornal de renome nacional [ou não...], elaborado numa aula de história [posso dizer-vos que nunca percebi o que aprendemos nesta cadeira que, por acaso, até era anual lolol]:

APELO aos valores solidários de cada um, que tanto se orgulham de exibir em todas as conversas de serão entre amigos [e inimigos também lol]!! Procuramos alguém que, por piedade, ajude as nossas professoras de Anatomia a rever os documentos escritos que elas [com tanta dificuldade, pelo menos é o que nos parece:p] elaboram, entre eles as frequências e ‘handouts’. Tal acção traria benefícios para todos aqueles que tentam estudar e passar a esta cadeira que se tem revelado de tão difícil conclusão... Assim, temos como objectivo por um fim a esta situação trágica que é o insucesso escolar na disciplina de Anatomia!!

Ah pois!! A culpa é toda delas!! de quem mais poderia ser?!?! Como podemos nós concentra-nos nas respostas às questões colocadas em exame, quando estas últimas contêm erros do tipo "a cerca"??? Ainda se fosse Anatomia Animal, talvez a "cerca" até se revelasse importante...?!

Por favor ajudem-nos!! Ligue para o número verde 277 tira tira, mete mete [:D:D:D:D]!!!Não queremos o seu dinheiro, mas apenas a sua preciosa ajuda! “Ajude-nos a ajudar!”

As conversas de Papel... [introdução]

[Num qualquer primeiro dia de aulas...]

Professor/a - "Meninos, já sabem que não é permitido conversar dentro da sala de aula porque não é possivel dar aulas com aquele barulhinho de fundo irritante, está bem?" Alunos - "Sim, Sra professora!"

Pois... de facto não é preciso falar para se terem conversas bem interessantes enquanto os professores incansavelmente [alguns!:p] tentam aumentar o nosso conhecimento, debitando teoria atrás de teoria!... Não dá!, é impossivel ficar atento a este tipo de aulas! Assim, vamos adoptando estratégias com o objectivo de não incomodar o normal decorrer da aula e ao mesmo tempo, possamos falar sobre isto e aquilo, com colegas ou amigos [quem estiver disponivel lol], ou seja, procuramos formas de podermos usufruir da nossa liberdade "para não estarmos", sem sermos repreendidos... :D

Quantos de nós não têm cadernos, folhas, livros escritos com longas conversas?? e os temas são variados e nem sempre fúteis: alegrias e tristezas, 'corte-e-costura', dúvidas e certezas, amores e desamores... e tudo o mais que possam imaginar!

Vai daí, decidi colocar algumas das conversas [as publicáveis! lol] que tive durante este ano, a maioria com a Dii, porque era ela que estava , na maioria das vezes, sentada ao meu lado nas aulas, digamos que era a que tinha mais paciência para me aturar looool [bigada Dii :)] E quando a Dii já não me podia ouvir ou ler [loool], lá ia eu de lapis ou caneta, rabiscar umas parvoíces sob a forma de desenho [ou tentativa dele] ou de texto cómico :p

Parvoíces de um ano muito cheio de tudo e vazio de outras tantas coisas... :)

quarta-feira, junho 15, 2005

Sentado num banco de jardim...

...ali está contemplando o sol de final de tarde, escutando o chilrar dos pássaros que meio apressados voam de árvore em árvore, rompendo qualquer calmaria que pudesse por ali se instalar... Nunca me parecera incomodado pelos sons de cada final de tarde. E fez sempre questão de no mesmo banco, por baixo da mesma árvore, aguardar a chegada de uma e de outra noite, que todos os dias chega diferente: com uma lua mais ou menos iluminada, com mais ou menos estrelas cintilantes no céu, com mais ou menos vento, com mais ou menos…

Mas hoje, hoje tudo está diferente por aqui: à primeira vista parece a mesma pintura de um mesmo jardim, que me habituei a observar, muitas das vezes de forma fugaz e aligeirada, mas ao olhar com mais cuidado... Pois é, ninguém me disse que ele lá estaria todos os dias... Ninguém mo disse, nem eu o pensei!

Supus, então, que talvez tivesse trocado de jardim, de banco, de árvore, de final de tarde… e que agora poderia estar a contemplar um qualquer novo lugar, um novo anoitecer, onde novas pessoas passam de uma forma apressada pelas realidades de outros com que se cruzam ontem, hoje e amanhã… Pessoas que só um dia irão abrandar o passo, irão parar e perguntar-se a si próprias o que se passará de diferente naquele banco de jardim…

Não sei se por vontade própria: ele mudou de jardim!… e eu? Eu parei finalmente.

sábado, junho 11, 2005

Cuidados Paliativos

A tentativa de proporcionar o tudo sob a forma do nada, para atingir a paz, há muito aguardada... (Tii)

quinta-feira, junho 09, 2005

... hoje (também quieta) apeteceu-me escrever! Já estava com saudades...

...e vinha a olhar para a janela quando ela me chamou. Estava escondida e foi por isso que me murmurou baixinho um tímido "olá"...
Fiquei por largos momentos [notados apenas com a ajuda do relógio], a tentar perceber o que se passava: tantos foram os dias em que apareceu grande e iluminada... e hoje, apenas um traço, só um pequeno risco no céu... sim, estava bonita, mas estou habituada a vê-la majestosa, assim como no dia 25 de Abirl, 24 de Maio... :)
Mas diz-me tu quem sou eu para te exigir todos os dias um sorriso daqueles?, daqueles que vêm cá de dentro??
Sorri!... mas não precisa de ser hoje nem amanhã... é quando quiseres, quando o sentires... Eu vou estar por aqui à espera de o ver, de te ver...

Até amanhã lua :)

terça-feira, maio 24, 2005

ENEE 2005


Como podem ver, era eu quem mais trabalhava para o grupo! Notem bem o meu esgotamento fisico na elaboração de mais uma refeição para 6 PESSOAS!!! pois é!!... Se repararem: eu estou aqui, estou a cair dentro do tacho com tanto sono acumulado! Pois é... mas foi muito bom e por isso, pó ano lá estaremos nós de novo né??? ;)
Só espero que haja tenda pa todas, aliás: tenho a certeza que sim!! =) lol

segunda-feira, abril 25, 2005

Noite mágica...


Temia-se o fogo e também as emoções, brilhava além dos ceús os nossos olhos, ardia além do fogo os nossos corações... Nem música, nem coisa nenhuma me alcalmava, só a tua mão na minha e o teu abraço apertado... :) (L)