segunda-feira, novembro 28, 2005

sexta-feira, novembro 25, 2005


Corres para fugir do que te possa prender, corres do que te possa magoar... Não sabes, mas vives presa numa dor provocada por uma 'corrida' sem propósito. Algo que inventas e que dás prioridade, onde dizes ser sempre a vencedora, e até poderá ser verdade,
pois és tu a única participante...
Agora que acabaste mais uma corrida, daquelas imaginadas por ti, pára um pouco e vê os troféus que juntaste durante todo este tempo: que estante repleta, que orgulho não? Não?! Pois... só te reconheces no passado e nas 'corridas' do presente, sentes saudades de ti própria... Mas olha agora, vê o que tens, o que ficou, o que faz sentido, o que mudou...
...'Perdeste' tempo agora! Ainda na tua imaginação, acabas de perder uma corrida! DRAMÁTICO! Arrependida? Bem me parecia que não! ;)

terça-feira, novembro 22, 2005

Logicamente...

Hoje numa determinada aula, a professora apresentou-nos umas frases com o objectivo de promover a reflexão dos alunos, mas não sem antes nos avisar do seguinte: “Não é preciso copiarem igual!…” [idioma: 'Macacanês'!]


“Claro que não! NÓS COPIAMOS SEMPRE DIFERENTE! Não se preocupe!...” [idioma: 'finjindo-que-percebemos-Macacanês']



Quanto às frases apresentadas, queria destacar uma que dizia ‘axim-ee’: “O crescimento do homem não se faz de baixo para cima, mas do interior para o exterior.



Como foi proposto, estive para aqui a reflectir e já tirei as minhas conclusões: NÃO CONCORDO! Porque estão a negar algo e depois a confirmá-lo por outras palavras: os homens crescem de baixo para cima e do interior para o exterior! Ora vejamos: é pelo facto do homem crescer do interior para o exterior que depois pudemos observar o seu crescimento de baixo para cima! É ou não é? Ah pois!...



Só os símios é que não percebem nada disto!!! JIZ…

sábado, novembro 19, 2005

Dias de descanso e também de saudade

Há um tempo atrás, os fins-de-semana prolongados fora de casa não eram mais do que uns dias longe da rotina, que sabiam bem, óptimos para descansar de tudo (e até de todos). No caso de serem passados com a família que vive mais longe de nós, estes dias ainda eram melhores!


Os ‘namorados’ e os amigos de então, deixavam, claro, uma saudade aqui dentro, uma saudade, que era semelhante à que tinha pelo meu quarto, pelos cheiros da minha rua, pelas minhas coisas… uma saudade que não me condicionava significativamente os comportamentos, os sentimentos, como agora me acontece.


A idade é outra e a maturidade também. Os que agora dizemos amar ganham uma importância fundamental na nossa vida. Tornamo-nos dependentes deles. Estes dias em que estamos separados por uma distância física insuperável, parecem-me longuíssimos, sente-se a falta de dar uma gargalhada, de dizer ‘boa noite’ ou ‘dorme bem’, de falar e falar, mesmo que não haja assunto… e de muitas outras coisas que fazemos e que nem damos conta, mas que aqui e agora, me fazem falta, das quais sinto uma imensa saudade…

quinta-feira, novembro 17, 2005

[MUITO] perigo na ponta do nariz…

…uma viagem, duas pessoas, um carro, numa qualquer quinta-feira, de um mês sem importância, de um ano igual a tantos outros. Dados de uma ‘história’ que não são mais do que banalidades, tendo em conta o número de vezes que é vivida, e em que noutras tantas, se morre…



7h da manhã e tudo parece pronto. “Vamos?” Mas antes, a despedida dos que ficam. Depois, é fazerem-se ao caminho.



Auto-estrada Número 1, vulgarmente conhecida como A1. Pouco transito. Ainda bem! Mas há um pouco de nevoeiro. Sim, no início era só isso mesmo: um pouco de… Quilómetros idos, é-lhe dada a conotação de ‘cerrado’, de muito ‘cerrado’, de insuportavelmente cerrado, fazendo emergir inclusivamente, uma ligeira sensação de perigo.


A atenção é triplicada: é necessário contar com os automobilistas que parecem que conduzem num tempo de sol e sem nuvens no céu, como também com os que se esquecem que a velocidade mínima permitida é de 50 km/h em auto-estrada, e principalmente com os que não se preocupam em serem avistados pelos outros – iluminação! – ‘pormenor’ que provavelmente nunca terão ouvido falar e cuja importância desconhecem...


Seguem viagem. Faixa central. De repente avista-se o impensável: a 20m (visibilidade máxima que havia na altura), um homem (que mais parecia uma sombra surgida a partir de um fundo branco) a gesticular aflitivamente na berma qualquer coisa que indicava aos que por ali passavam, a mudança RÁPIDA para a via mais à esquerda.



Como é sabido, antes de pudermos mudar de via é necessário confirmar a circulação de veículos na mesma. (Considerem novamente a existência de uma visibilidade máxima de 20m, o facto de se tratar de uma auto-estrada com velocidade máxima é 120km/h, entre outras coisas…



O tempo de certificação, embora com uma duração de 2/3 segundos, evidenciou-se perigosamente excessivo: à frente, a menos de 10 metros, uma camioneta tenta mudar da via mais à direita para a central, pois há um acidente!



“Cuidado! A camioneta!” foi dito.


“Temos que passar agora, a velocidade e a distância impossibilitam-me de parar!” foi pensado.



Passaram mesmo sem a certeza de que não vinha nenhum carro, mas tinha de ser. Agora estão na faixa da esquerda. A velocidade era reduzida. Foi possível ver antes de ultrapassar o local do acidente, carros destruídos e amontoados: uma carrinha e um ou dois carros ligeiros (foi imperceptível pelo estado de destruição).


Mas o pior seguiu-se: encoberto pela carrinha, havia um cenário de morte. Faltam as palavras para descrever o horror… Havia mais uma camioneta envolvida, com duas pessoas debaixo de uma das suas rodas, ‘semi-despidas’, corpos sem reacção, sem um movimento, sem posição anatómica… “Não quero olhar mais! Não consigo…” Ao susto inicial junta-se agora sentimentos de horror, mais a intenção de ajudar, o medo de ali permanecer, o perigo que é encostar na berma dado o BRANCO impenetrável que nos envolvia… tudo junto! Fica-se num leve estado de choque. Seguindo-se depois a tentativa de assimilar tudo o que se viu, viveu e ainda se sente…



Na TV a notícia: "choque em cadeia na A1, 80 carros envolvidos, 3 mortos, 1 acidentado em estado muito grave..."



Comentário final: “Mãe tivemos sorte…”, “É… tivemos muita sorte mesmo!”

terça-feira, novembro 15, 2005

segunda-feira, novembro 14, 2005

Liberdade de expressão

Só porque mais do que uma vez me chegou aos ouvidos [que hoje até estão limpinhos] a vontade de alguns leitores [quero acreditar que os mais assiduos] de comentar os posts deste blog, decidi re-disponibilizar essa opção. E aqui está!... Agora quero ver se escrevem, ai quero quero!... ;)

sábado, novembro 12, 2005

"A criação" de Miguel Ângelo



Depois de terminado o trabalho de Anatomia sobre a Neoplasia do Cólon [pelo menos é o que queremos acreditar], considerámos importante registar o momento e para isso, nada como assinalar o que mais nos TOCOU durante a sua realização: o Toque Rectal!


Bem sei que estarão à espera que eu disserte um pouco sobre este acto médico que dizem salvar muitas vidas, mas não! Apenas vou referir que embora salve muitas vidas, despistando maleitas potencialmente fatais, acarreta igualmente malefícios no que respeita à orientação sexual dos examinados! Ah pois!!! Bem sei que na primeira vez vai tudo com medo, e refiro-me especialmente ao sexo masculino, dado que o feminino muitas vezes já experimentou [abstenho-me quanto à satisfação do acto], mas numa segunda e terceira vez já nem se lembram realmente do objectivo do exame! Querem é que os examinem e até têm pena que seja apenas uma vez no ano [para os velhotes, claro]!!!


Por isso senhoras TOMEM CUIDADO e não os deixem ir à consulta sozinhos!!! Além disso tratem de deixar bem claro que o médico é o médico e que as vossas funções nada têm de comum!


Cuidado!!! …Com o cancro do cólon também! :p

segunda-feira, novembro 07, 2005

Silence please!...

Descansava enquanto alguns à minha volta riam e se divertiam. Aparentavam uma tal felicidade que de tão desproporcional, ganhava aparência de frágil, mas existia e isso parecia ser o mais importante.
Pergunto-me o que queriam eles esconder e esconder e esconder…?!
Levantei-me, por não conseguir suportar tanto nevoeiro no meu e nos seus olhos… Pedi que se aproximassem e baixinho perguntei apenas: “há algum problema? Eu estou triste, mas estou bem!, vocês é que me parece que não… “…

domingo, novembro 06, 2005

a caminho de coisa nenhuma


Não te esqueças de virar à direita e só depois à esquerda. Encontrarás uma placa que terá inscrito: "nenhures", portanto, chegaste!

sábado, novembro 05, 2005

Estudo de caso (continuação)

..."Sra. G, Sra. G, Sra. G, Sra. G...."


Pronto: desisto!!