quarta-feira, outubro 17, 2007

Amo-te

Olá! tu que tomas conta de mim...

Perguntas feitas de ar:

"Estás boa?"

"Tudo bem?"

"A faculdade?"

"Muito trabalho?"

"Estás em que ano?"

"Foram boas as férias?"

"Vamos sair qualquer dia?"

".............................................."

Foi

Tomaste-me por 'sol' no mundo onde a 'lua' era a minha companheira.

Mostraste-me cheiros de lugares infinitos, quando eram os sabores que me falavam à alma.

Sorriste-me, quando eram lágrimas que me caiam desamparadas no colo.

Procuraste-me ali, quando é aqui que moro.

Chegaste tarde e sempre a lugar nenhum, sem (me) perceberes.

Perdemo-nos em dias de sol radiante e só no escuro nos tocavamos, às vezes, nem sempre.


Tentaste, tu e eu, quando ainda eramos nós.

terça-feira, setembro 11, 2007

Back^2

Não é possível continuar o que não tem continuação no tempo e espaço. Mas no campo dos possíveis, porque não começar de novo? Uma e outra vez.


Sim, voltei para continuar a escrever no blog. Não, prefiro dizer que recomecei a escrever, se é continuação ou não, sei lá eu. Esta vontade de dizer ‘olá’ a todos (ou a ninguém) está verdinha: as novidades são tantas depois de umas férias tão desapropriadas em tamanho. Um tamanho traduzido em distâncias percorridas, mas também no tempo em que estive fora: daqui. Por isso é fácil compreender a bagagem cheia na ida e a abarrotar no meu regresso. Vem repleta de lugares e pessoas que me encheram os sentidos, quase sobrelotando a minha capacidade de absorver tudo. Com tanto tempo há ainda mais tempo para viver devagarinho e saborear os diferentes locais de visita e as gentes que os compõe e lhes dão vida, que é só delas e (acreditem) muito diferente da nossa. Peneirar o bonito, mas guardar igualmente o menos belo que encontramos: fotografias de uma viagem, onde esta não foi excepção.


Obviamente que foi bom, sem dúvida que adorei e claro: voltaria! (em contextos diferentes, com certeza!) Quem sabe para trabalhar? Hum… talvez…

quinta-feira, agosto 09, 2007

terça-feira, agosto 07, 2007

a viagem...

Um bocadinho de Portugal...


Um bocadinho de mim...


e um bocadinho de além mar.

segunda-feira, julho 30, 2007

Rica 'ajuda'

Fazer as malas para as férias é por si só um processo exigente e complexo. Agora junte-se a esta dificuldade a presença de 'espécies' que não estão despertas para esta problemática, como por exemplo, os belos dos cãezinhos! Sorte das sortes que desta vez conto com dois destes exemplares: se um é mais velho e obediente, o outro, com quatro meses parece ter "o diabo no corpo". Fazer as malas é por isso uma prova de paciência, onde os gritos se tentam controlar, quase sempre sem sucesso... Porque podem pensar que estou a exagerar, lookem:



GRRRRRRRRRRRRR....

sexta-feira, julho 27, 2007

Departure

... é bem mais fácil escrever quando o coração sorri baixinho ou quando opta por não sorrir de todo. A verdade é que sai facilmente da ponta dos meus dedos a razão para os meus dias gelados que testam a minha capacidade de sobre e viver sem a tua presença.

Eu deixei-te lá, sabendo que te entregava a desconhecidos e desconhecidas(!) que passariam contigo as horas que eram minhas. Sei que te deixei na camisola, nas mãos e no rosto as lágrimas traquinas e o choro de menina apaixonada, ou mimada se preferires: permito-te. Clarificando: conseguiste levar aquela (grande) mala e com ela uma (pequena) parte do meu 'eu'. O desconforto de tudo isto, foi-se desvanecendo nos céus e águas por onde foste passando... ainda bem.

Contudo, não só 'foi' como é longa a viagem: a tua e a minha, até te poder ver novamente.

Agora a sorrir, consigo-te imaginar a dizer: "oito dias não justificam sorrisos invertidos...".
- Não se tratam de dias, mas de horas e minutos, representados sob a forma de um amor que não suporta distâncias impostas pela geografia de um mundo, que só contigo é perfeito.

segunda-feira, maio 07, 2007

Porque sou mimada e tu tens [quase sempre] RAZÃO


Sei que estou cansado
E já não quero .. Falar mais contigo
Até de manhã
Deixa-me dormir
Dá-me umas horas
Que depois eu ligo
E falamos depois

ha ha ha ha ha
Queres ficar aqui
À espera que eu acorde
Com pena de ti

Dá-me um tempo
Dá-me espaço
Deixa-me ter .. um momento
de cansaço
Que é bem melhor assim

Pensa bem
Se vale apena discutir
Por uma tolice
Ou por quase nada
Ou se me preferes de cabeça fria
Logo de manhã
Quando acordar

ha ha ha ha ha
Sei que vamos rir
E até jurar
Não mais discutir

Sei que estou cansado
E já não quero .. Falar mais contigo
Até de manhã
Deixa-me dormir
Dá-me umas horas
Que depois eu ligo
E falamos depois

ha ha ha ha ha
Queres ficar aqui
À espera que eu acorde
Com pena de ti

Dá-me um tempo
Dá-me espaço
Deixa-me ter .. um momento
de cansaço
Que é bem melhor assim

Pensa bem
Se vale apena discutir
Por uma tolice
Ou por quase nada
Ou se me preferes de cabeça fria
Logo de manhã
Quando acordar

ha ha ha ha ha
Sei que vamos rir
E até jurar
Não mais discutir

Paulo Gonzo - Falamos Depois

terça-feira, maio 01, 2007

Sem pressas...

... Num caminho igual mas, numa viagem diferente.

segunda-feira, abril 30, 2007

“Estou farta de ti! Não te suporto, nem as tuas palavras!”

Vezes sem conta, era o que gritavas! Sabes que estou doente, sabes que não faço por mal, mas adoras ‘gritar-me’. No entanto, nunca me bateste. Só te faço uma pergunta: porque é que nunca me bateste? Porquê? Bate-me e deixa de gritar comigo: sabes eu não aguento mais.

Não entendo uma coisa: porquê só agora a revelação? Acredita, que se fosse hoje, nunca te teria contado que estava grávida do nosso primeiro filho. Ficaste comigo por pena e hoje quem tem pena de ti sou eu, ao ver no que tornaste. Odeio-te!

E mentes: a mim, aos outros e principalmente àqueles que me querem ajudar… Pior do que isso: obrigas-me a mentir. Mas sabes que nunca fui muito boa nisso, ou achas que a Assistente Social nos veio bater à porta para nos dizer ‘bom dia’?

Vives e consomes a minha sanidade mental numa proporção egoísta, devastadora e quase fatal.

Ridículo no que a minha vida se transformou, indigno! E a culpa é tua e dessa tua prepotência para comigo. Descansa que isto acabará em breve, dizem que a depressão nos leva a cometer loucuras, pelo que eu só estou à espera da minha. A morte será bem-vinda, embora tu não fiques agradado, pois perderás a tua vítima de todas as noites. Arranjarás mais, com certeza! Já ouvi por aí, que esse teu perfume barato, fascina muitas mulheres: és nojento!


Porquê a mim? De onde vem tanto azar na minha vida? A depressão, a morte do meu pai, a depressão, a minha separação do outro, a depressão, a morte do meu sobrinho, a depressão, tu, a depressão…! Mas vivo ou sobrevivo, melhor direi, e sabes bem porquê e por quem: os meus filhos e este que ainda está aqui, dentro de mim… Não têm culpa, mas sei que sofrem, por mim e por ti, por nós todos e eu por eles. Choro e muito, não só hoje, mas ontem e amanhã. Odeio-te!

Porque não deixaste a Assistente Social levar os nossos filhos? Porque não confessaste ou me deixaste dizer à enfermeira que temos dificuldades, que eu não tenho comida para dar aos nossos filhos, que nem sempre os levo à escola porque me faltam as forças, que a roupa que têm é dada, que tu lhes bates nas noites em que vens bêbado… Porquê? Mentiste e deixaste-me sem saída, tu adoras controlar-me, pressionar-me… Tu adoras ter duas vidas: a tua e a minha! E agora, também as dos nossos filhos…

Preciso de ajuda, mas não sei como pedir! Resta-me apenas esperar que alguém consiga ler no meu olhar o sofrimento e o desespero que alastra impiedosamente na minha vida.

terça-feira, março 27, 2007

Mika - Grace Kelly

Apetece-me partilhar com vocês uma música me dá vontade de cantar, gritar, saltar, abanar a cabeça até despentear o cabelo... e no fim, quando já todos me rotularam de 'doida': RIR!!! Mas rir muito e ainda mais, até os quadradinhos da barriga doerem!!! (para quem os tem) =D




Gostaram??? =D Ah pois!! Vão ouvir mais uma vez não é??? Eu faço-vos companhia ;)

[PLAY AGAIN]

domingo, março 11, 2007

Para rir... MUITO! =D #2

Já que ando numa de Youtube views, apeteceu-me partilhar com vocês, um dos meus shorts movies preferidos! Com ele tive a oportunidade de me rir e emocionar... é, portanto, um video muito, muito completo! =D

Enjoy!!




Podia ter guardado este filme só para mim?
CLARO QUE NÃO P-O-D-E-R-I-A!

Ah! e Bruno: Estás desculpado, meu!!!

Para rir... MUITO! =D



Entre expressões como snaita e espirrar p'lo cu... lá me vêm as lágrimas aos olhos! =D

sexta-feira, março 09, 2007

Disparate directamente proporcional ao estado nutritivo da imaginação!

Nas aulas de Enfermagem à Família (EF), que é como quem diz “ah e tal venham lá a aprender a prestar cuidados às grávidas e aos respectivos rebentos”, temos tido a oportunidade de descobrir os fenómenos mais fenomenais (uma redundância propositada) que ocorrem durante esta fase do ciclo de vida da pessoa. Claro está, que as conversas paralelas são uma constante quando nos deparamos com tantas novidades em quatro longas horas de aula (normalmente a duração de cada sessão lectiva). Conversas estas, que são ricas em baboseiras, onde o disparate é directamente proporcional ao estado nutritivo da nossa imaginação no momento!

Hoje apetece-me focar um dos fenómenos que me ficou na memória, como um dos mais significativos. O título escolhido foi: "EU ESTAVA ALI A PENSAR EM ENGRAVIDAR…"

Tenha cuidado!!! Muito cuidado!!! Quando manifestar tal pensamento, saiba que está a tomar o primeiro passo em direcção à desgraça! E porque os enfermeiros prestam cuidados em momentos de crise: dirija-se a um de imediato!
Por passinhos, darei seguidamente algumas orientações sobre o modo de agir perante esta situação de EMERGÊNCIA, seja mulher, homem, vizinho… Lembre-se: “Ajude a Ajudar”!

1- Quando se pensa em engravidar, deve-se ir a correr ao enfermeiro relatar o acontecimento e fornecer as seguintes informações que serão solicitadas no momento:

Em que circunstancia teve essa ideia? (ex.: WC, a estender a roupa); A que horas? (13h? Colocou a hipótese de isso ser fome?); Foi a primeira vez? (Ou está a enganar-me?); Que sentimentos e emoções são por si manifestadas durante o pronunciar da palavra g-r-a-v-i-d-e-z? (ex.: desejo, repugna, choro, alegria); Religião? (Se pensa que vem via cegonha, engana-se é mesmo com sexo!); Orientação Sexual (Homossexual? Ora então temos aqui um dilema ético…); etc.


2- Só é desejável engravidar depois de um conjunto de profissionais de saúde, observar e testar a funcionalidade do sistema reprodutivo da mulher e do homem! Assim, 12 meses ANTES (o recomendável), dá-se o início a um verdadeiro bailado de instrumentos (tubos, sondas, dedos…) que se introduzem harmoniozamente (ou não) em tudo o que é sítio, num espectáculo em digressão por todo o país (ou seja, de consultório médico, em consultório médico)!

3-É do conhecimento comum, que estar grávida não significa estar doente, no entanto, para manter este estado saudavelzinho, há que prevenir, e como? ANTES de engravidar conheça-se melhor! Neste processo é desejável que o futuro pai AJUDE em todos os momentos a seguir referidos:

Registe o número de vezes que urina, assim como a quantidade, cor e cheiro da sua urina; Olhe-se ao espelho, toque-se e conheça as texturas, cor, forma de TODO o corpo; Quando evacuar, não despeje o autoclismo sem dar uma espreitadela para avaliar as características do produto do processo, Quando expelir uma flatulência, registe o dia, hora, mês, situação e reacção dos que estavam junto a si; etc.

Acredite vai precisar disto tudo para poder reconhecer as alterações que poderão ocorrer no seu corpo durante 9 meses; e será triste que nas 50000 consultas que terá ao longo deste período, não saiba responder a pelo menos 4, das 3456789 perguntas feitas pelo seu médico obstetra!

Depois destes 3 passinhos, que não são mais do que uma amostra minima dos fenómenos fantásticos característicos de uma gravidez, salvaguardo o seu intuito reflexivo e de orientação daquelas que estão a pensar em engravidar e daqueles que estão a pensar acompanhar uma ‘daquelas’ (SÓ UMA, OK?).

Neste momento, é meu desejo que o vosso pensamento se tenha alterado no sentido: EU ESTAVA ALI A PENSAR EM ENGRAVIDAR… MAS, VOU PENSAR MELHOR!


Um fenómeno de muitos, que me ficou na memória… Será que se perdurar, algum dia irei desejar ficar grávida? Hummm... Nahhh...

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Desculpa... mas não me deixes... (*)


Onde me deixaste, decidi ficar. Pediste para eu não sofrer, utilizando aquelas palavras soltas sem sentido ou amor para e por mim. O que ficou de ti, perde-se no tempo que passa no relógio que nunca me chegaste a oferecer e apresenta-se sob a forma de restos que enchem as minhas mãos... restos do sentir do teu cabelo, da tua mão, da tua e da minha dor.

Feriste o meu Eu, razão pela qual,
passei a viver só para ti. Não me arrependo. Deixei-me render ao teu feitio, que apelidava de 'difícil'. No entanto, difícil foi esconder as marcas que tatuaste no meu corpo e, também, a sua origem. (Será que suspeitas das vezes que me questionaram sobre isto?... Lembraste da vizinha da frente, da de cima e do lado?... Pois foi...)

Sabes que eu aceito tudo: a tua alegria depois do teu Benfica ganhar, assim como a fúria que trazes do trabalho nos dias difíceis. Mas, confesso-te que, agora, o que mais me custa é não te ter na cama ao meu lado todas as noites, mesmo sabendo que se lá estivesses, provavelmente só iria ouvir o teu silêncio e sentir a tua indiferença arrastada desde há anos... "Sinto nojo de ti", gritas-me, quando sabes o quanto eu te desejo, ainda. Eu aceito-te.

Não consigo e não quero lutar contra isto que sinto por ti, e bem sabes como é forte este amor que a ti me une. Sinto muitas saudades, que se traduzem nestas visitas diárias que te faço, aqui: onde o sol passa com dificuldade pela grades da janela do teu 'novo quarto'. È temporário, eu prometo-te meu amor.

Antes de ir por hoje, quero-
te pedir mais uma vez as minhas desculpas, por não ter conseguido ocultar o resultado das nossas zangas... Sabes que desta vez insistiram muito comigo lá no hospital?!... Meu amor, será que um dia me vais perdoar?

(*) Texto inspirado em histórias que nos chegam através dos nossos sentidos.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Este ano quero disto também!


SPlASH
SPlASH SPlASH SPlASH SPlASH SPlASH SPlASH SPlASH SPlASH SPlASH

(in Slide & Splash, Algarve)

No Frontiers


If life is a river and your heart is a boat
And just like a water baby, born to float,
And if life is a wild wind that blows way on high,
And your heart is Amelia dying to fly,
Heaven knows no frontiers and I've seen heaven in your eyes

And if life is a bar room in which we must wait,
'round the man with his fingers on the ivory gates,
Where we sing until dawn of our fears and our fates,
And we stack all the dead men in self addressed crates,
In your eyes faint as the singing of a lark,
That somehow this black night,
Feels warmer for the spark,
Warmer for the spark,
To hold us 'til the day,
When fear will lose its grip,
And heaven has its way,
Heaven knows no frontiers,
And I've seen heaven in your eyes

If your life is a rough bed of brambles and nails,
And your spirit's a slave to man's whips and man's jails,
Where you thirst and you hunger for justice and right,
And your heart is a pure flame of man's constant night,
In your eyes faint as the singing of a lark,
That somehow this black night,
Feels warmer for the spark,
Warmer for the spark,
To hold us 'til the day when fear will lose its grip,
And heaven has its way,
And heaven has its way,
When all will harmonise,
And know what's in our hearts,
The dream will realise

Heaven knows no frontiers,
And I've seen heaven in your eyes,
Heaven knows no frontiers,
And I've seen heaven in your eyes

The Corrs

terça-feira, janeiro 02, 2007

Um lugar. Uma foto. Um momento.

= FLASH =

... Sim, esta é uma fotografia do ano velhinho de 2006. Como faço com todas as fotos, também já guardei esta para mais tarde recordar. Assim, fica para 2007, além de mais espaço no meu disco rígido do computador, o desejo que venham mais lugares e mais momentos para serem fotografados!