Não é possível continuar o que não tem continuação no tempo e espaço. Mas no campo dos possíveis, porque não começar de novo? Uma e outra vez.
Sim, voltei para continuar a escrever no blog. Não, prefiro dizer que recomecei a escrever, se é continuação ou não, sei lá eu. Esta vontade de dizer ‘olá’ a todos (ou a ninguém) está verdinha: as novidades são tantas depois de umas férias tão desapropriadas em tamanho. Um tamanho traduzido em distâncias percorridas, mas também no tempo em que estive fora: daqui. Por isso é fácil compreender a bagagem cheia na ida e a abarrotar no meu regresso. Vem repleta de lugares e pessoas que me encheram os sentidos, quase sobrelotando a minha capacidade de absorver tudo. Com tanto tempo há ainda mais tempo para viver devagarinho e saborear os diferentes locais de visita e as gentes que os compõe e lhes dão vida, que é só delas e (acreditem) muito diferente da nossa. Peneirar o bonito, mas guardar igualmente o menos belo que encontramos: fotografias de uma viagem, onde esta não foi excepção.