sábado, setembro 23, 2006

"Desperdícios hospitalares"

E foi na revista Premium do passado dia 22 de Setembro que dou de caras com um artigo sobre os desperdícios que existem nos hospitais. Nessa matéria falava-se do que está mal adiantando-se, também, algumas soluções opinadas por profissionais de áreas diferentes: Jacinto Oliveira (da Ordem dos Enfermeiros) João Paço (director clínico), Manuel Delgado (presidente da Associação Portuguesa de Administração Hospitalar) e Miguel Gouveia (economista da saúde). E foi uma opinião deste último, que me chamou a atenção.

Na página 53 desta públicação, Miguel Gouveia afirma que "Toda a passagem do doente pelo
hospital podería ser gerida de outra forma". Até aqui concordo, pois como defende João Paço no mesmo artigo, e a título de exemplo, existe de facto, a necessidade de eliminação de tempos entre o "levantamento de resultados de exames, os papelinhos e as chapas necessários, e a marcação de novas consultas para o médico poder analisar" (João Paço, 2006). Mas, Manuel Delgado referia-se a outro ponto: "Toda a passagem do doente pelo hospital poderia ser gerida de outra forma - não pelo médico - mas pela instituição em si, evitando casos em que o doente fica internado mais dois ou três dias à espera que o clínico regresse de férias para assinar a sua alta. Miguel Gouveia propõe, portanto, a criação de um gestor de camas que organizaria os tempos de internamento."
Engraçado, não?
À partida podería até brincar com a questão, imaginando um alguém munido de um bloquinho de notas - o profissional de Gestão de Camas - que ia de doente a doente, ou melhor, de cama a cama e dizia: "olhe desculpe mas o tempo da sua estadia terminou! Eu sei que estava a gostar destas ricas férias com tudo pago, mas há mais gente lá fora a querer usufruir deste luxo! (fazendo o exercício do Princípio da Equidade) Por isso toca a arrumar as suas coisinhas e a 'por-se na alheta'!" Mas, o assunto é bem mais preocupante do que esta graçola...
Leva-se o objectivo dos 'dinheiros' até às últimas consequências e esquecem-se do objectivo pelo qual cada um veste e investe a sua vida para cuidar o outro. Gestores hospitalares, cujas qualificações, capacidades e importância não disucuto, porque as reconheço, mas que, na minha opinião, não poderão ser os únicos a serem ouvidos e envolvidos nestas questões.

sábado, setembro 16, 2006

eternamente apaixonada

Histórias de amizade e amor fundidas. Vivências de ontem, mas não só. Felizes, mas também de ardor no coração e de borboletas no estômago. Sabem do que falo, claro! Foi bom e continua a ser óptimo sentirmo-nos apaixonados. Namorado, mas também amigos e amigas. Uma paixão que se encontra em diferentes dimensões, mas às vezes em intensidade idêntica. Óbviamente, não me refiro aos beijos na boca, mas ao toque de cumplicidade, às palavras fortes de amor e a uma enorme necessidade de 'estar com' para sermos felizes.
Eu preciso de recordar as paixões de ontem e de sentir as de hoje. Gostava de viver só para elas (e para eles também), porque tolo é aquele que pensa que não dão trabalho. Uma tolice que às vezes nos custa caro: pensem quantas paixões não vos foram 'roubadas' ao virar da esquina. =p ...Talvez não, mas o medo de as perder, dá-nos motivação para não descorar o seu cuidado. (...)

Amo poucos.
Gosto de alguns.
Admiro muitos.
Mas mesmo assim, a paixão fica guardada num lugarzinho especial... afinal, é única (na sua dimensão), secreta (se assim quisermos), solitária (muitas vezes, por medo) ou partilhada (quando mandamos para trás o receio e arriscamos na felicidade máxima), e cuja real existência só poderá ser confirmada pelo próprio (até lá, só suposições). Sim, é especial... e é minha! =)*

terça-feira, setembro 12, 2006

Lembra-te

"no teu poema existe um verso em branco"

... Nós (e eu) vemos. Imagina-te uma pedra perdida no mar, que é a vida, e repara como ficamos marcados pelos lugares onde um dia uma hora um minuto um instante, parámos. Umas boas e outras que não deixam saudade, é certo. Eu não sou tão crescida como tu (e eles também não), o que sei, admito-o, é uma migalha comparando com o que tiveste a oportinade de absorver e de seleccionar durante todos os teus anos. Mas como te disse, "no teu poema existe um verso em branco", é inegável! E enquanto não o terminares não poderás partir (em paz, se quiseres), não poderás deixar-nos a todos (e a mim) com a recordação de alguém que foi Início, Meio mas sem um Fim. Por isso vive e não te deixes ir pelas 'dores' de algumas das marcas que a toda a hora lhes contas e mostras (a mim tentas), fazendo delas o teu passado, presente e futuro.
O papel e a caneta ainda aguardam por ti naquela mesa, não te mostres indiferente, porque eles estão lá, só à tua espera. Outra coisa: pouco importa o que cada um fará com a história que foi a tua vida, pois já não tens tempo de te assegurar que todos eles a irão ler com o mesmo cuidad
o com que a escreveste. O que merece ainda a tua atenção é o teu Poema: mostra-te digna dele e será assim que serás recordada (por nós).
Eu não te quero julgar, mas a verdade, é que sinto que os últimos caminhos não têem que ser percorridos dessa forma, com tanta amargura e sofrimento, sem uma razão plausível aparente. Sim, porque os motivos que à força te (eles) arrancamos fazem parte do passado!
(...)
Mas como querias: tu és mais crescida do que eu. Só que eu tenho de falar, reclamar e dizer que não entendo!, porque eu também tenho as minhas marcas e todas elas (boas e más), julgo saber dar-lhes o devido valor, anotá-las e escrever a minha história neste fundo do mar que partilhamos. Um fundo do mar (a vida), onde nem sempre nos encontrarmos, e mesmo quando nos cruzamos, nem sempre nos vemos. Ou até, mesmo quando nos cruzamos e nos vemos, não nos entendemos, nem mesmo no Fim. *

segunda-feira, setembro 11, 2006

sabiam que... #2

... o objectivo das fardas verdes dos cirurgiões é, nada mais nada menos do que, neutralizar a cor vermelha do sangue???

Esta explicação vem descrita na revista do Correio da Manhã de sábado (p. 16), intitulada: "Uma questão de cor", destaque que de seguida transcrevo:

"Um carniceiro que acaba de esquartejar uma vaca. Seria mais ou menos esta a imagem que teríamos de um cirurgião ao sair de uma mesa de operações, se vestisse uma bata branca em vez de uma verde. Imagine o efeito que teria sobre os familiares do paciente e os outros enfermos... A preferência pelo tom verde faz-nos recuar aos tempos da II Guerra Mundial. Em 1941, um médico cujo o nome não ficou para a história, decidiu reuzir esse impacto terrivel sobre os seus companheiros, confeccionando uma bata com efeito corrector das tonalidades. Elegeu assim o verde, que neutraliza a cor vermelha do sangue, convertendo-o em manchas escuras indeterminadas, muito mais fáceis de suportar visualmente. Para além disso, esta cor permite descansar mais a vista. No final da Guerra, o novo modelo foi adopado pela comunidade médica. Prevaleceu assim o verde, apesar de uma variante mais clara do que a original usada durante os confrontos."

sábado, setembro 09, 2006

words #1

"os problemas são oportunidades vestidas com roupas de trabalho"
Einstein

domingo, setembro 03, 2006

lua

Quando te ris e te escondes na lua que entra na minha que é a tua janela foges do mundo que te persegue para te pedir um sorriso que não se vê e ninguem toca excepto eu por falta de coragem que é pedir isso e só isso numa noite onde os barulhos se calam a cada passo que damos naquela rua estreita que elegemos para ser nossa sem motivo aparente apenas porque na minha e na tua cabeça podia ser dos dois assim como os velhos que envelhecem nas suas janelas a verem os pequenos correrem lá em baixo ignorando o chamar das mães desesperadas às janelas mas também às portas a quererem ir para 'dentro' ver a maratona de novelas que todas as noites correm na televisão que por isso mesmo é justamente do povo e para o povo e que a mim e a ela desilude é por isso que estamos agora aqui os dois sentados neste degrau desta casa com velhos crianças e mães na janela na rua na porta a ver televisão estamos sentados a imaginar na nossa cabeça que tudo isto é só meu e teu assim como o teu sorriso é só meu e teu assim como este momento é só nosso e te permite chorar o mundo que te magoa e ao qual não gostas de sorrir por isso chora comigo que em breve sorriremos juntos. eu estou aqui.

sábado, setembro 02, 2006

algumas fotos... As publicáveis! =p

as meninas


a Riiiiiii e eu


os três lindões


Eu e o pimo Nuno



o pimo Bruno, o meu gajo BOM e EU [a BOA, neste caso!]