Onde me deixaste, decidi ficar. Pediste para eu não sofrer, utilizando aquelas palavras soltas sem sentido ou amor para e por mim. O que ficou de ti, perde-se no tempo que passa no relógio que nunca me chegaste a oferecer e apresenta-se sob a forma de restos que enchem as minhas mãos... restos do sentir do teu cabelo, da tua mão, da tua e da minha dor.
Feriste o meu Eu, razão pela qual, passei a viver só para ti. Não me arrependo. Deixei-me render ao teu feitio, que apelidava de 'difícil'. No entanto, difícil foi esconder as marcas que tatuaste no meu corpo e, também, a sua origem. (Será que suspeitas das vezes que me questionaram sobre isto?... Lembraste da vizinha da frente, da de cima e do lado?... Pois foi...)
Sabes que eu aceito tudo: a tua alegria depois do teu Benfica ganhar, assim como a fúria que trazes do trabalho nos dias difíceis. Mas, confesso-te que, agora, o que mais me custa é não te ter na cama ao meu lado todas as noites, mesmo sabendo que se lá estivesses, provavelmente só iria ouvir o teu silêncio e sentir a tua indiferença arrastada desde há anos... "Sinto nojo de ti", gritas-me, quando sabes o quanto eu te desejo, ainda. Eu aceito-te.
Não consigo e não quero lutar contra isto que sinto por ti, e bem sabes como é forte este amor que a ti me une. Sinto muitas saudades, que se traduzem nestas visitas diárias que te faço, aqui: onde o sol passa com dificuldade pela grades da janela do teu 'novo quarto'. È temporário, eu prometo-te meu amor.
Antes de ir por hoje, quero-te pedir mais uma vez as minhas desculpas, por não ter conseguido ocultar o resultado das nossas zangas... Sabes que desta vez insistiram muito comigo lá no hospital?!... Meu amor, será que um dia me vais perdoar?
(*) Texto inspirado em histórias que nos chegam através dos nossos sentidos.
Feriste o meu Eu, razão pela qual, passei a viver só para ti. Não me arrependo. Deixei-me render ao teu feitio, que apelidava de 'difícil'. No entanto, difícil foi esconder as marcas que tatuaste no meu corpo e, também, a sua origem. (Será que suspeitas das vezes que me questionaram sobre isto?... Lembraste da vizinha da frente, da de cima e do lado?... Pois foi...)
Sabes que eu aceito tudo: a tua alegria depois do teu Benfica ganhar, assim como a fúria que trazes do trabalho nos dias difíceis. Mas, confesso-te que, agora, o que mais me custa é não te ter na cama ao meu lado todas as noites, mesmo sabendo que se lá estivesses, provavelmente só iria ouvir o teu silêncio e sentir a tua indiferença arrastada desde há anos... "Sinto nojo de ti", gritas-me, quando sabes o quanto eu te desejo, ainda. Eu aceito-te.
Não consigo e não quero lutar contra isto que sinto por ti, e bem sabes como é forte este amor que a ti me une. Sinto muitas saudades, que se traduzem nestas visitas diárias que te faço, aqui: onde o sol passa com dificuldade pela grades da janela do teu 'novo quarto'. È temporário, eu prometo-te meu amor.
Antes de ir por hoje, quero-te pedir mais uma vez as minhas desculpas, por não ter conseguido ocultar o resultado das nossas zangas... Sabes que desta vez insistiram muito comigo lá no hospital?!... Meu amor, será que um dia me vais perdoar?
(*) Texto inspirado em histórias que nos chegam através dos nossos sentidos.
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