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Departure
... é bem mais fácil escrever quando o coração sorri baixinho ou quando opta por não sorrir de todo. A verdade é que sai facilmente da ponta dos meus dedos a razão para os meus dias gelados que testam a minha capacidade de sobre e viver sem a tua presença.
Eu deixei-te lá, sabendo que te entregava a desconhecidos e desconhecidas(!) que passariam contigo as horas que eram minhas. Sei que te deixei na camisola, nas mãos e no rosto as lágrimas traquinas e o choro de menina apaixonada, ou mimada se preferires: permito-te. Clarificando: conseguiste levar aquela (grande) mala e com ela uma (pequena) parte do meu 'eu'. O desconforto de tudo isto, foi-se desvanecendo nos céus e águas por onde foste passando... ainda bem. Contudo, não só 'foi' como é longa a viagem: a tua e a minha, até te poder ver novamente. Agora a sorrir, consigo-te imaginar a dizer: "oito dias não justificam sorrisos invertidos...". - Não se tratam de dias, mas de horas e minutos, representados sob a forma de um amor que não suporta distâncias impostas pela geografia de um mundo, que só contigo é perfeito.
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