Sinto saudade… de tocar no céu, de te confessar o que me era impossível dizer… e ficam sinais, histórias do passado. Agora já não posso sentir-te nem tocar na tua mão… Separa-nos a vida, com uma força que nos derruba. Sentimo-la na desordem da nossa solidão, que de tão igual, quase se partilha em noites como estas, onde nos agarramos ao passado e a tudo o que foi e, ainda sorrimos… Vivemos rapidamente, num ritmo extenuante, mas ‘aqui’ pedimos ao tempo brandura, e resistimos a tudo, numa tentativa de nunca acabar aquele nosso pequeno momento, onde não vemos mas imaginamos, onde não falamos mas escrevemos, onde não tocamos mas sentimos, tudo muito pouco, mas o suficiente para nos aconchegar por instantes.
Mas andamos cansados… e os sorrisos dão lugar às lágrimas e aos olhinhos mais tristes… sim, é a saudade.*
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1 comentário:
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