E foi na revista Premium do passado dia 22 de Setembro que dou de caras com um artigo sobre os desperdícios que existem nos hospitais. Nessa matéria falava-se do que está mal adiantando-se, também, algumas soluções opinadas por profissionais de áreas diferentes: Jacinto Oliveira (da Ordem dos Enfermeiros) João Paço (director clínico), Manuel Delgado (presidente da Associação Portuguesa de Administração Hospitalar) e Miguel Gouveia (economista da saúde). E foi uma opinião deste último, que me chamou a atenção.
Na página 53 desta públicação, Miguel Gouveia afirma que "Toda a passagem do doente pelo hospital podería ser gerida de outra forma". Até aqui concordo, pois como defende João Paço no mesmo artigo, e a título de exemplo, existe de facto, a necessidade de eliminação de tempos entre o "levantamento de resultados de exames, os papelinhos e as chapas
necessários, e a marcação de novas consultas para o médico poder analisar" (João Paço, 2006). Mas, Manuel Delgado referia-se a outro ponto: "Toda a passagem do doente pelo hospital poderia ser gerida de outra forma - não pelo médico - mas pela instituição em si, evitando casos em que o doente fica internado mais dois ou três dias à espera que o clínico regresse de férias para assinar a sua alta. Miguel Gouveia propõe, portanto, a criação de um gestor de camas que organizaria os tempos de internamento."
Leva-se o objectivo dos 'dinheiros' até às últimas consequências e esquecem-se do objectivo pelo qual cada um veste e investe a sua vida para cuidar o outro. Gestores hospitalares, cujas qualificações, capacidades e importância não disucuto, porque as reconheço, mas que, na minha opinião, não poderão ser os únicos a serem ouvidos e envolvidos nestas questões.
Na página 53 desta públicação, Miguel Gouveia afirma que "Toda a passagem do doente pelo hospital podería ser gerida de outra forma". Até aqui concordo, pois como defende João Paço no mesmo artigo, e a título de exemplo, existe de facto, a necessidade de eliminação de tempos entre o "levantamento de resultados de exames, os papelinhos e as chapas
necessários, e a marcação de novas consultas para o médico poder analisar" (João Paço, 2006). Mas, Manuel Delgado referia-se a outro ponto: "Toda a passagem do doente pelo hospital poderia ser gerida de outra forma - não pelo médico - mas pela instituição em si, evitando casos em que o doente fica internado mais dois ou três dias à espera que o clínico regresse de férias para assinar a sua alta. Miguel Gouveia propõe, portanto, a criação de um gestor de camas que organizaria os tempos de internamento." Engraçado, não?
À partida podería até brincar com a questão, imaginando um alguém munido de um bloquinho de notas - o profissional de Gestão de Camas - que ia de doente a doente, ou melhor, de cama a cama e dizia: "olhe desculpe mas o tempo da sua estadia terminou! Eu sei que estava a gostar destas ricas férias com tudo pago, mas há mais gente lá fora a querer usufruir deste luxo! (fazendo o exercício do Princípio da Equidade) Por isso toca a arrumar as suas coisinhas e a 'por-se na alheta'!" Mas, o assunto é bem mais preocupante do que esta graçola...Leva-se o objectivo dos 'dinheiros' até às últimas consequências e esquecem-se do objectivo pelo qual cada um veste e investe a sua vida para cuidar o outro. Gestores hospitalares, cujas qualificações, capacidades e importância não disucuto, porque as reconheço, mas que, na minha opinião, não poderão ser os únicos a serem ouvidos e envolvidos nestas questões.
1 comentário:
Excelente post!
Tema muito pertinente!
bjs
Enviar um comentário