...mesmo um pouco irritada com as partidas que te fazia até me encontrares, conseguias dar-me um sorriso brilhante, assim que os nossos olhares se cruzavam no espaço. (…)"
E muitas vezes, quão grande era esse mesmo espaço. Assemelho esta capacidade de te descobrir na multidão, como uma habilidade inata que tenho (dado que não foi aprendida nem treinada) para sentir o teu chamar, mesmo que só depois de dar voltas e voltas sobre mim própria à procura de dois olhinhos semi-cerrados, te encontre finalmente. Mas acabo sempre por te 'topar', nem que seja atrás de mim quando me dás aquele abraço apertado ao mesmo tempo que dizes: “aqui”. (Sabes que muitas foram as vezes em que te encontrei algures, mas preferia ficar à espera desse abraço caloroso, que sabia que chegaria mais tarde ou mais cedo…)
Hoje, consegui pedir clemência aos pedidos ensurdecedores dos afazeres que se acumulam nesta secretária de onde te escrevo, isto porque quero dizer-te (de novo) que os sorrisos brilhantes continuam presentes em cada olhar que trocamos, a cada “olá” que dizemos, sempre que estás ou nas vezes em que te sinto. Sobre isso, nada mudou, mas percebo o que queres dizer…
Antes era só assim, agora é assim e muito mais do que isso. *

1 comentário:
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