sábado, outubro 29, 2005

Por outras palavras

Ninguém disse que os dias eram nossos

Ninguém prometeu nada

Fui eu que julguei que podia arrancar sempre

Mais uma madrugada

Ninguém disse que o riso nos pertence

Ninguém prometeu nada

Fui eu que julguei que podia arrancar sempre

Mais uma gargalhada




E deixar-me devorar pelos sentidos

E rasgar-me do mais fundo que há em mim

Emaranhar-me no mundo

E morrer por ser preciso

Nunca por chegar ao fim



Ninguém disse que os dias eram nossos

Ninguem prometeu nada

Fui eu que julguei que sabia arrancar sempre

Mais uma gargalhada



E deixar-me devorar pelos sentidos

E rasgar-me do mais fundo que há em mim

Emaranhar-me no mundo

E morrer por ser preciso

Nunca por chegar ao fim



Mafalda Veiga

1 comentário:

Anónimo disse...

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